quinta-feira, agosto 18, 2005


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Da economia de mercado, ou dos conflitos armados?...

2 comentários:

António disse...

Alguém disse que enquanto os homens se dedicarem à guerra das trocas não lhes sobra tempo para a guerra a sério.

J.A. disse...

Sim, foi um argumento muito usado no início do capitalismo. Albert Hirshman analisou este assunto num belo livro: «As Paixões e os Interesses: Argumentos Políticos para o Capitalismo antes do seu Triunfo»

Hoje recorre-se muito à dicotomia dos "interesses" e dos "valores" para tentar explicar o nosso conturbado mundo. Hirshman mostra com os primitivos defensores do capitalismo nascente consideravam esta ideologia apenas um "mal menor", pelo facto de poder canalizar a natural ganância do homem num sentido positivo: o da criação da riqueza de que outros poderiam, também, beneficiar.

Vista nesta óptica, percebe-se melhor a famosa frase de Adam Smith: «Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse».