terça-feira, fevereiro 22, 2005

Maus perdedores


Eu tinha iniciado ontem uma tabela comparativa de "ganhadores" e "perdedores" das eleições, que cheguei a publicar aqui, mas da qual desisti quando comecei a listar os blogues: achei que não valia a pena comprar alguma guerra por tão pouco - embora tenha depois ficado com a sensação de que se tratava de uma espécie de auto-censura.

Por falta de tempo ainda não tinha ido muito longe nessa classificação de blogues: nos ganhadores tinha o Abrupto, o Adufe e o Causa Nossa, e nos perdedores tinha o Blasfémias.

Hoje leio no Causa Liberal o adjectivo "canalha" aplicado à "extrema-esquerda parlamentar (estalinistas, trotsquistas e maoístas)", bem como uma chamada para o Observador que, a propósito das eleições, anuncia o "caminho para a servidão".

Isto levanta-me uma dificuldade adicional relativamente à tal tabela: não seriam suficientes duas colunas ("ganhadores" e "perdedores"); teria de haver uma terceira para os "maus perdedores".

3 comentários:

Anónimo disse...

Se foi essa a interpretação tirada do texto (O Observador) tenha pena pois, acredite, não foi esse o sentimento que tive com o resultado das eleições.

O partido em que votei perdeu. O PS venceu. Eu acho que uma coisa é ter mau perder, outra é aceitar a que se perdeu mas, continuar a achar que a decisão da maioria foi errada. Não é pelo facto de o PS ter ganho que o seu projecto político passou a ser o melhor. Foi escolhido e, por essa razão, aquele que teremos de respeitar, mesmo que não com ele não concordemos.

Deixei este comentário porque tive pena que, talvez devido à deficiente forma com que me expressei, me tenha interpretado mal.

Aceite um abraço, do André (O Observador).

J.A. disse...

De facto o seu texto não tem a carga violenta do título; também é certo que se trata de uma referência ao livro de F. Hayek. Mas está lá feita esta associção, sem qualquer ambiguidade: a vitória do PS (ou da esquerda) é o caminho da servidão.

André Abrantes Amaral disse...

Na minha forma de ver é. É uma opinião, como qualquer outra. O que não quer dizer que não respeite as decisões que o novo governo tomar. Sou, aliás, da opinião que este governo de Sócrates deve durar a legislatura. Disse-o, nesse mesmo dia (creio) no meu blogue.

André (Observador)