sexta-feira, janeiro 28, 2005

Baby suicida



As mais recentes sondagens mostram descidas das intenções de voto no PS e PSD. Segundo o barómetro da Marktest, referida pelo Diário de Notícias, no PSD «o "trambolhão" é tal que o partido atinge o seu mínimo de sempre neste barómetro. O próprio Santana Lopes passou a ser o líder político com imagem mais negativa, atrás do presidente do CDS, Paulo Portas.»

Entretanto Santana Lopes ameaçou processar as empresas de sondagens caso os resultados eleitorais não as venham a confirmar. Eu aconselharia o Pedro a ir mais longe: a processar os próprios membros do barómetro que não acreditam nele. E, caso o país, nas urnas, confirme as sondagens, talvez seja caso para processar o próprio eleitorado. Pedro Santana Lopes já avisou - por mais do que uma vez - que não admitirá mais facadas nas costas. Depois dos abanões na incubadora e das chapadas no bebé, o que faltava agora era o eleitorado dar-lhe mais uma chapada... Oh caríssimos eleitores, isso não se faz a uma criança!...

2 comentários:

jocapoga disse...

Se as sondagens publicadas durante esta semana são tão diferentes umas das outras;
Se todas são realizadas por gente competente e segundo as mais actuais técnicas da respectiva ciência;
Qual é afinal a tendência da população portuguesa ?

J.A. disse...

Sondagens feitas na mesma altura podem diferir devido a numerosos factores:
- amostragem escolhida - nº de pessoas consultadas, a sua localização (interior, litoral, grandes cidades, pequenas cidades...), a sua estrutura etária, etç;
- método de contacto utilizado (pessoalmente, por telefone, etç)
- modo como o questionário está elaborado (tipo de perguntas, etç)
- modo como as perguntas são transmitidas aos entrevistados;

Todos os desvios que podem advir destas disparidades estão bastante estudados e a sua influência pode ser reduzida ao mínimo; no entanto há que contar com duas coisas: com a competência (e honestidade) de quem as elabora, desde a concepção até aos inquiridores, e com os constrangimentos financeiros (que podem levar a utilizar pessoal menos qualificado, ou a reduzir a dimensão da amostra).

Com tantas hipóteses de variabilidade, não se pode excluir a possibilidade de manipulação, que pode ir desde a mais grosseira (adulterar os dados) à mais sofisticada (colocar as questões de tal forma que favoreçam certo tipo de respostas mais desejadas).

O certo é que nunca se pode esperar uma coincidência absoluta entre diferentes sondagens, mas também não deveriam existir discrepâncias tão acentuadas como por vezes acontece - sinal de que há problemas algures.