sábado, setembro 03, 2005

Furacão económico

Nervosismo na negociação de futuros de crude em Nova Iorque-NYME © Stephen Chernin [clique para ampliar]

«É desconfortável o facto de milhares de americanos terem decidido viver em zonas sujeitas a este tipo de desastres. Embora o Congresso americano tenha autorizado uma despesa de 10,5 mil milhões de dólares para ajuda imediata, o porta voz da Câmara dos representantes expressou dúvidas sobre se grandes somas de dinheiro deveriam ser gastas para a reconstrução num lugar tão exposto como Nova Orleães (embora mais tarde tenha recuado nestas afirmações). Mas continuam a colocar-se muitas questões, a nível local e nacional, acerca das falhas que potenciaram a destruição e o caos subsequente ao furacão Katrina.»

The Economist

«O furacão Katrina poderá afectar o crescimento económico dos EUA ao estrangular os fornecimentos de energia, mesmo considerando que os danos causados pela tempestade vão desencadear uma grande reconstrução e despesa pública de auxílio. Os economistas, embora salientem que ainda é cedo para avaliar os danos, dizem que o grande furacão que atingiu a grande autoestrada de energia da Luisiana provocará elevados prços de petróleo, gasolina e gás.»

Yahoo News

«O furacão Katrina pode revelar-se como uma das maiores tempestades que jamais atingiram os EUA (tanto em termos de danos como de custos). No entanto, de modo contra-intuitivo, o impacto líquido dos furacões no crescimento do PNB é usualmente positivo por causa dos esforços de reconstrução e porque o PNB mede a produção corrente. A diferença, desta vez, é que o efeito da ajuda possa ser anulado em grande medida pela subida dos preços da energia causados pela tempestade. . De facto, o efeito líquido positivo pode ser um dos mais baixos de sempre.»

David Rosenberg, da Merrill Lynch

«Cerca de um terço do petróleo produzido nos EUA (que representa 45 % da procura interna) vem do Golfo do México, e 90 % desse petróleo atravessa a Luisiana. Além disso Nova Orleães é um importante porto de importação de petróleo, devido a instalações offshore que permitem o transvaze dos petroleiros para terra. O petróleo viaja em pipelines subterrâneos sob Nova Orleães. As interrupções dos fornecimentos terão impacto nos preços que se poderão prolongar até ao Inverno, dada as estreitas margens de armazenamento de muitos dos produtos refinados.»

Business Week

«As companhias petrolíferas evacuaram trabalhadores e cancelaram a produção equivalente a mais de 600 mil barris/dia.»

The Economic Times

«Esta situação é severa mas temporária» - John Lichtblau, presidente da Petroleum Industry Research Foundation.

The Christian Science Monitor

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