terça-feira, outubro 16, 2007



Os EUA continuam a dar cartas na teoria económica, acumulando Nobeis com a mesma rapidez com que os coelhos se reproduzem. Ainda por cima, prémios concedidos pela "boa velha Europa" (supostamente...)

Mas há um lado positivo nisto: quando se der o colapso (pelos mercados financeiros ou pelo esgotamento das matérias-primas) e se iniciar a caça aos economistas, sempre poderemos dizer: a culpa foi dos americanos.

6 comentários:

Joel Pinheiro disse...

Os americanos são ainda mais espertos!

É dos EUA que sairão as novas gerações de economistas, que comandarão a caça aos antigos: www.mises.org

É bom conhecer blogs de outros economistas em português!

ALLmirante disse...

Se E=mc2, matéria-prima jamais se extinguirá. O colapso financeiro é capaz, mercê da ingerência de economistas oportunistas.

J.A. disse...

A Ciência já prometeu muita coisa (cura de todas as doenças, cidades racionais, fim da inflação) mas ainda não cumpriu nada disso. A promessa de energia gratuita é mais um dos embustes científicos, que apareceu com a era nuclear e ainda sobrevive graças a uma suposta "fusão fria". É como o moto contínuo, as viagens intergaláxicas instantâneas através dos "buracos de minhoca" e a levitação pela inversão de polaridades.

É caso para recordar o que ouviu aquele cortezão que julgava escapar à ira de D. João I agarrando-se a uma imagem de Nossa Senhora: "Fia-te na Virgem e não corras!..."

Caíque de Moraes disse...

A recente discussão acerca da legitimidade da constituição de Fundos
Soberanos por países emergentes, onde a figura de um Estado que
domina a produção e a posse de matérias primas fundamentais para a
manutenção das atividades de uma economia global, levanta uma questão
muito interessante.
Será que este reposicionamento dos países emergentes nos mercados
globais representam "spillovers" que apontam para uma ruptura
fundamental no capitalismo pós-moderno e a criação de um novo modelo
após o colapso de Breton Woods?

Como Referência e linha de fuga para a discussão segue o artigo de
Mrtin Wolf, colunista do Financial Times, publicado no Valor de
18/10/2007, intitulado " O novo capitalismo de Estado", cujo
fragmento recorto a seguir.

"Minha recomentdação de modo geral, portanto, é considerar o
aparecimento destes fundos como parte da integração de países que
aceitam um papel maior do Estado nos mercados em relação ao praticado
atualmente pelos países ocidentais. Que seja. É melhor que esses
países prosperem dentro do sistema de mercado a encararem-no
furiosamente do lador de fora. É absurdo aceitar as exportações de
petróleo de um país e não permitir que ele compre ativos em troca."

Será que o novo posicionamento dos países emergentes no fluxo da
economia mundial, outrora sempre avaliado sob a perspectiva da
assimetria centro x perifeira, hoje representa um elemento de
alteridade ou efeito de transbordamento que compõe os elementos de
transformação de um novo estágio de desenvolvimento econômico
mundial, bem ao sabor Schumpeteriano?

Ze das Xamuças disse...

"É melhor que esses
países prosperem dentro do sistema de mercado a encararem-no
furiosamente do lado de fora"

"compõe os elementos de
transformação de um novo estágio de desenvolvimento econômico
mundial, bem ao sabor Schumpeteriano?"

Até que ponto é positivo uma economia prosperar dentro do seu sistema sem ter qualquer tipo de competição por parte de concorrentes internacionais (creative destruction). Vivemos numa economia global..Esta decisão é voltar ao inicio do seculo XX.

Compreendo que seja uma medida de punição a países (companhias privadas incluidas) que apesar de todo o seu poderio, grandeza e nobreza tem atitudes de autentica prepotência.

O perdedor do costume é sempre o consumidor.

Anónimo disse...

A microsoft é um bom exemplo de tudo aquilo que os EUA podem fazer e a Europa adoraria fazer
Mas não creio que seja mau, o liberalismo pedante dos EUA já meteu o pe na poça co a entrada da China na OMC...portanto é um bom modelo, mas é finito no tempo

leonidas
bem haja