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Milton Friedman segundo Blogzira
«A Neuroeconomia propõe alterações radicais nos métodos da Economia. Este ensaio discute as mudanças propostas na metodologia, juntamente com a crítica neuroeconómica da Economia padrão. A nossa definição de Neuroeconomia inclui investigações que não fazem referência específica à Neurociência e que é tradicionalmente referida como Psicologia e Economia. Identificamos a Neuroeconomia como a investigação que implícita ou explicitamente defende uma das seguintes duas propostas:
Asserção I - A evidência psicológica e fisiológica (tais como descrições de estados hedónicos e processos cerebrais) são directamente relevantes para as teorias económicas. Em particular, elas podem ser usadas para suportar ou rejeitar modelos económicos ou até mesmo a metodologia económica.
Asserção II - Aquilo que faz os indivíduos felizes ('utilidade verdadeira') é diferente daquilo que eles escolhem. A análise do bem-estar económico deve usar a utilidade verdadeira em vez das utilidades que orientam a escolha ('utilidade escolhida').
[...]
«Na secção 5 deste ensaio, argumentamos que a Asserção I da crítica neuroeconómica falha a compreensão da metodologia da Economia e subestima a flexibilidade dos modelos padrão. A Economia e a Psicologia colocam questões diferentes, utilizam diferentes abstracções, e procuram um tipo diferente de evidência empírica. A evidência obtida pela Neurociência não pode refutar os modelos económicos porque estes não fazem assumpções nem tiram conclusões acerca da psicologia do cérebro. Da mesma forma, a ciência do cérebro não pode revolucionar a Economia porque não tem capacidade para abordar as preocupações da Economia. Também argumentamos que os métodos da Economia padrão são mais flexíveis do que é assumido pela crítica neuroeconómica e apresentamos exemplos de como a Economia padrão lida com as preferências inconsistentes, erros e preconceitos.
«Os neuroeconomistas vão buscar questões e abstracções à Psicologia e reinterpretam os modelos económicos como se o seu fim fosse responder a essas questões. O modelo económico padrão da escolha é tratado como um modelo do cérebro e é considerado inadequado. A Economia, ou é tratada como ciência amadora do cérebro e rejeitada como tal, ou a evidência cerebral é tratada como evidência económica para rejeitar os modelos económicos.
«Kahneman afirmou que os estados subjectivos e a utilidade hedónica são "tópicos de estudo legítimos. Isto pode ser verdade, mas tais estados e utilidades não servem para calibrar e testar os modelos económicos padrão. As discussões acerca de experiências hedónicas não têm lugar na análise económica padrão porque a Economia não faz previsões acerca delas e não possui dados para testar tais previsões. Os economistas também não possuem meios para integrar medições da utilidade hedónica com dados económicos padrão. Por isso, consideraram apropriado confinar-se à análise destes últimos.
«O programa da Neuroeconomia para mudanças na Economia ignora o facto de que os economistas, mesmo quando lidam com questões relacionadas com as que se estudam em Psicologia, têm diferentes objectivos e abordam evidência empírica diferente. Estas diferenças fundamentais são obscurecidas pela tendência dos neuroeconomistas em descrever ambas as disciplinas em termos muito amplos.»

![]() «Concluo com uma vulgar hipótese acerca das direcções passada e presente da investigação em Economia. Sherlock Holmes disse: "Cherchez la femme." Quando lhe perguntaram porque é que assaltava bancos, Willie Sutton respondeu: "É onde está o dinheiro". Nos, os economistas, trabalhamos em primeiro lugar para obter a estima dos nossos pares, a qual conta para a nossa própria auto-estima. Quando o New Deal de Roosevelt, no período pós-depressão, forneceu excelentes oportunidades de emprego, logo as universidades junior, em primeiro lugar, se moveram para a esquerda. Depois, para retomar a dianteira aos seus seguidores, as universidades senior passaram-lhes à frente. À medida que o eleitorado pós-Reagan e pós-Thatcher virou à direita, o sinal de "siga o dinheiro" passou a apontar apenas numa direcção. Por assim dizer, nós comemos o nosso próprio cozinhado. Paul Samuelson, prefácio ao livro "Inside the Economist's Mind" |
![]() «Um aumento no salário mínimo tem vários efeitos negativos na economia. Embora os salários de trabalhadores menos qualificados aumentem, vai reduzir as oportunidades de emprego dos adolescentes e de outros trabalhadores menos qualificados. Eles vão ser empurrados, ou para o desemprego ou para a economia paralela. Um salário mínimo mais elevado também aumenta o preço da"comida rápida" e outros bens produzidos com recurso a muito trabalho não qualificado. Os trabalhadores que recebem formação no local de trabalho devem aceitar salários mais baixos. Um maior nível salarial mínimo evita que os salários dos trabalhadores menos qualificados sejam muito reduzidos, e portanto desencoraja as empresas de dar muita formação a estes trabalhadores. Gary Becker - The Becker-Posner Blog |
«Na Economia Participativa, em lugar da propriedade privada do capital, toda a gente é proprietária dos meios de produção. Ele é partilhado por toda a população, pelo que a propriedade é igual e não gera diferenças de rendimento, de bem-estar ou de poder. Quão bem cada pessoa está, quanto rendimento e que parcela das decisões lhe é atribuída, isso é determinado pela alocação — e o modo como a alocação é conseguida na economia participativa é muito diferente do sistema de mercado com que estamos familiarizados na nossa sociedade — e pela organização do local de trabalho. Michael Albert, entrevista ao Z Magazine |
New Perspectives Quarterly (Primavera de 2006>: NPQ | Você já viu muita coisa na sua longa vida e tem pensado sobre os grandes temas. O que é que lhe passa pela cabeça nestes dias? |
![]() Já agora conto uma história passada nos anos 80, em Bruxelas. Eu estava lá de visita a uns amigos, emigrantes portugueses, malta na casa dos trinta, e resolvemos assar sardinhas no quintal da vivenda de um dos portugas. Lá arranjámos sardinhas e tintol, demos lume ao carvão (umas bolinhas pretas calibradas) e ficámos à espera. Esperámos meia hora, e nada: o carvão ardia mas não incendiava. Mais meia hora, e nada. O tempo ia passando e nós desesperávamos, humilhados com o facto de não conseguirmos assar umas simples sardinhas. |
A propósito de um texto do Insurgente, onde, na sequência das recentes medidas legislativas que visam a transparência do mercado bancário se escreve: "E para os patetas alegres que estão muito satisfeitos com o populismo dos governantes é muitissimo bem feito que da proxima vez que contratarem um crédito paguem bem mais do que o fariam de outra maneira.", aqui vai a resposta:A normalização de contratos é uma medida que contribui para um dos pilares da concorrência perfeita: a homogeneidade do produto. Eu sei que é um pouco duro exigir a um blogger que se atenha às regras da teoria, mas tanta desatenção já espanta.E já agora, também por causa de uma Insurgência contra a medida legislativa que obriga as operadoras de televisão a divulgar os programas com alguma antecedência:
Os defensores do mercado estão normalmente preocupados com a ineficiência das intervenções estatais, mas também com os obstáculos à concorrência em mercados oligopolistas, como é o caso da banca em Portugal. A diversidade de especificações e regras é uma fonte de obstáculos à concorrência que a nossa banca explora exaustivamente, com a capacidade técnica que a sua dimensão lhe permite.
A estratégia actual da banca contra as medidas de transparência, através do seu corifeu João Salgueiro (porque os banqueiros são gente fina, crème de la crème, não descem tão abaixo) é a da ameaça: se não pagam assim, vão pagar de outra maneira - e os coralistas da blogosfera repetem em uníssono: “ai pois é, se não pagam assim, vão pagar de outra maneira!…”
Vejamos: há lucros de oligopólio decorrentes da pouca transparência do mercado do dinheiro a retalho e do desequilíbrio da capacidade negocial das partes. Como as recentes medidas legislativas tornam mais difícil a apropriação deste lucro oligopolista, o gigante bufa: nem outra coisa seria de esperar. Acaso não estranha o autor desta pérola bloguista o facto da banca não contrapor nada de substancial aos argumentos do governo? Acha bem a ameaça como estratégia negocial?
A obrigação de divulgar a grelha de programas com alguma antecedência contribui para a transparência deste mercado oligopolista: é equivalente à obrigatoriedade de afixação dos preços em montras e nas bancas das praças, para facilitar as comparações e escolhas dos consumidores.
Reverendo Adam Smith, perdoa-lhes que não sabem o que dizem… É que esta moda de verberar toda e qualquer iniciativa do Estado, assimilada por gente que não pensa bem no que diz (o que até se pode considerar racional, porque pensar cansa…) conduz a patetices destas.
No debate desta noite, na RTP1, sobre a proposta de uma nova Lei de Finanças Locais, escutaram-se algumas originalidades. |
1) Durante muito tempo, PS e PSD andaram a dizer que estavam a preparar uma nova Lei de Finanças Locais cujo principal objectivo era fazer diminuir a dependência das Câmaras relativamente à contrução de edifícios, como fonte de receitas. A nova proposta do Governo, não só "esqueceu" essa promessa, como vai provocar o efeito contrário: as Câmaras que vão perder verbas (de transferências) ficarão ainda mais dependentes de receitas da construção. |
| “Neurónios musculados, precisam-se!”… Texto de Salvador Massano Cardoso no blogue 4R - Quarta República «Tenho seguido com muita atenção o trabalho e a investigação de um notável cientista português, o professor Castro Caldas. O neurocientista revela-nos, graças às novas tecnologias, como funcionam os cérebros dos analfabetos e os que aprenderam a ler em criança. As diferenças são abismais, provando que a melhor aprendizagem deverá ocorrer em momentos certos acompanhando o desenvolvimento cerebral. Agora, e a propósito de um livro sobre o "Desastre no Ensino da Matemática: como recuperar o tempo perdido", foi noticiado que o professor Castro Caldas defende que "o treino da memorização não é uma actividade menor". Depreende-se que o treino da memória é indispensável ao desenvolvimento cognitivo e que se acompanha de um aumento dos neurónios e respectivas ligações. Assim, a velha técnica de “aprender de cor” a tabuada é muito positiva. A notícia não me surpreendeu pelo facto de acompanhar a obra do colega, mas desencadeou uma velha recordação. [...] |
Comentário: |
"O Desastre no Ensino da Matemática - Recuperar o Tempo Perdido" |
No dia seguinte ao assalto ao banco de Setúbal os jornalistas bivacaram frente ao Tribunal daquela cidade para "recolha" de informação. Emissões televisivas em directo, entrevistas a "populares" (os tais 15 minutos de fama, amealhados segundo a segundo) e finalmente as "imagens fortes" do arguido a ser transportado para a carrinha da PSP, com a cabeça coberta de modo a não ser identificado. Soube-se, por acaso (ou porque a rival Polícia Judiciária assim o quiz?) que não se tratava do arguido mas sim de um agente da própria PSP a encenar serviço para os jornalistas. |
«Existe um movimento na Medicina nos sentido de exigir que os pedidos de autorização para venda de novos medicamentos sejam "baseados na evidência". Por contraste, economistas de formação encaram a sua disciplina como tendo já atingido este padrão científico. Afinal, eles expressam as suas ideias através da matemática e chegam a estimativas quantitativas de relações implícitas a partir de dados empíricos. Tradução de texto publicado no Project Syndicate |
| Curto prazo - Longo prazo «A obra de Edmund Phelps aprofundou a nossa compreensão acerca da relação entre os efeitos de curto prazo e de longo prazo das políticas económicas. Nota de imprensa do Prémio do |

Edmund S. Phelps
«Edmund Phelps é conhecido pela introdução, no final dos anos 60, da microeconomia das expectativas na teoria da determinação do emprego e dinâmica dos salários. O trabalho de Keynes nos anos 30 deixara por explicar a razão pela qual o desemprego involuntário continua a existir mesmo nos melhores tempos, e porque é que uma quebra na procura agregada efectiva provoca aumento no desemprego - e não nos salários e preços. O desafio era explicar estas questões mantendo o postulado da racionalidade que que a Economia tradicionalmente atribuía aos trabalhadores,consumidores e empresas. Nos modelos micro-macro de Phelps, o atingir do equilíbrio nos mercados - significando que as expectativas dos participantes consistentes com as respectivas acções - não elimina geralmente o desemprego, nem mesmo o involuntário.»
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