
A suspeita de que a original evolução do cérebro humano se ficou a dever às pressões evolutivas é uma ideia antiga, mas só recentemente é que se começaram a descobrir provas genéticas desta relação (ver a entrada Cérebro e evolução no blogue Neuroeconomia).
Tal como acontece com as investigações da Neurociência, as hipóteses de aplicação dessas descobertas ao comportamento humano nas áreas da Psicologia e da Economia, parecem ser muito promissoras. Um recente artigo sobre esta abordagem é o "Adapting Minds and Evolutionary Psychology", do professor de Economia Herbert Gintis:
«O cérebro humano é o resultado de uma longa trajectória evolutiva. Usando este facto para compreender as peculiares capacidades e limitações do cérebro humano, a psicologia evolutiva forneceu muitas pistas para o comportamento humano. (...) uma vez que o bem estar [fitness] biológico é uma variável escalar, e uma vez que as características do cérebro são seleccionadas para maximizar o bem estar [fitness], as tomadas de decisão pelos humanos deverão, pelo menos aproximadamente, exibir transitividade nas escolhas, a qual, segundo a Teoria da Decisão, implica que os agentes podem ser modelizados como maximizando uma função de preferência sujeita a restrições. Este é o modelo do actor racional> da Economia e da Teoria da Decisão, mas uma designação mais adequada é o modelo das crenças, preferências e constrangimentos (BPC).
«Em resumo, a psicologia evolutiva sugere que a tomada de consideração da nossa história evolutiva é extremamente poderosa para gerar hipóteses plausíveis relativas à psicologia humana, as quais podem ser testadas com as ferramentas padrão da investigação experimental. Dum modo mais geral, e parafraseando o grande geneticista russo Theodore Dobzhansky, a mente humana só faz sentido à luz da evolução.»
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Se José Luís Cardoso - que, como presidente do Concelho Científico do ISEG não pode ignorar as ocorrências de 1974 - se limitasse a omitir o que se passou então naquela escola, isso seria grave. Mas o caso assume ainda maior gravidade quando este docente escreve que Pinto Barbosa foi então trabalhar para o estrangeiro (para o Banco de Pagamentos Internacionais, em Basileia) "mais por razões de imperativo moral do que por motivos de incompatibilidade". Até parece que o autor está a "desculpar" uma qualquer "fuga" de Pinto Barbosa!














«Num artigo publicado na revista Science (20.Janeiro.2006), cientistas que investigaram as capacidades cognitivas pré-linguisticas dum grupo de indígenas da Amazónia [

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