«Na Economia Participativa, em lugar da propriedade privada do capital, toda a gente é proprietária dos meios de produção. Ele é partilhado por toda a população, pelo que a propriedade é igual e não gera diferenças de rendimento, de bem-estar ou de poder. Quão bem cada pessoa está, quanto rendimento e que parcela das decisões lhe é atribuída, isso é determinado pela alocação — e o modo como a alocação é conseguida na economia participativa é muito diferente do sistema de mercado com que estamos familiarizados na nossa sociedade — e pela organização do local de trabalho. Michael Albert, entrevista ao Z Magazine |
segunda-feira, novembro 27, 2006
ParEcon ?
sábado, novembro 25, 2006
Milton Friedman (1912-2006)
New Perspectives Quarterly (Primavera de 2006>: NPQ | Você já viu muita coisa na sua longa vida e tem pensado sobre os grandes temas. O que é que lhe passa pela cabeça nestes dias? |
quarta-feira, novembro 22, 2006
Humidade e humildade
![]() Já agora conto uma história passada nos anos 80, em Bruxelas. Eu estava lá de visita a uns amigos, emigrantes portugueses, malta na casa dos trinta, e resolvemos assar sardinhas no quintal da vivenda de um dos portugas. Lá arranjámos sardinhas e tintol, demos lume ao carvão (umas bolinhas pretas calibradas) e ficámos à espera. Esperámos meia hora, e nada: o carvão ardia mas não incendiava. Mais meia hora, e nada. O tempo ia passando e nós desesperávamos, humilhados com o facto de não conseguirmos assar umas simples sardinhas. |
Ai, Reverendo Smith...
A propósito de um texto do Insurgente, onde, na sequência das recentes medidas legislativas que visam a transparência do mercado bancário se escreve: "E para os patetas alegres que estão muito satisfeitos com o populismo dos governantes é muitissimo bem feito que da proxima vez que contratarem um crédito paguem bem mais do que o fariam de outra maneira.", aqui vai a resposta:A normalização de contratos é uma medida que contribui para um dos pilares da concorrência perfeita: a homogeneidade do produto. Eu sei que é um pouco duro exigir a um blogger que se atenha às regras da teoria, mas tanta desatenção já espanta.E já agora, também por causa de uma Insurgência contra a medida legislativa que obriga as operadoras de televisão a divulgar os programas com alguma antecedência:
Os defensores do mercado estão normalmente preocupados com a ineficiência das intervenções estatais, mas também com os obstáculos à concorrência em mercados oligopolistas, como é o caso da banca em Portugal. A diversidade de especificações e regras é uma fonte de obstáculos à concorrência que a nossa banca explora exaustivamente, com a capacidade técnica que a sua dimensão lhe permite.
A estratégia actual da banca contra as medidas de transparência, através do seu corifeu João Salgueiro (porque os banqueiros são gente fina, crème de la crème, não descem tão abaixo) é a da ameaça: se não pagam assim, vão pagar de outra maneira - e os coralistas da blogosfera repetem em uníssono: “ai pois é, se não pagam assim, vão pagar de outra maneira!…”
Vejamos: há lucros de oligopólio decorrentes da pouca transparência do mercado do dinheiro a retalho e do desequilíbrio da capacidade negocial das partes. Como as recentes medidas legislativas tornam mais difícil a apropriação deste lucro oligopolista, o gigante bufa: nem outra coisa seria de esperar. Acaso não estranha o autor desta pérola bloguista o facto da banca não contrapor nada de substancial aos argumentos do governo? Acha bem a ameaça como estratégia negocial?
A obrigação de divulgar a grelha de programas com alguma antecedência contribui para a transparência deste mercado oligopolista: é equivalente à obrigatoriedade de afixação dos preços em montras e nas bancas das praças, para facilitar as comparações e escolhas dos consumidores.
Reverendo Adam Smith, perdoa-lhes que não sabem o que dizem… É que esta moda de verberar toda e qualquer iniciativa do Estado, assimilada por gente que não pensa bem no que diz (o que até se pode considerar racional, porque pensar cansa…) conduz a patetices destas.
terça-feira, outubro 24, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
Mistura e frescura
No debate desta noite, na RTP1, sobre a proposta de uma nova Lei de Finanças Locais, escutaram-se algumas originalidades. |
sexta-feira, outubro 13, 2006
Proposta de Lei de Finanças Locais
1) Durante muito tempo, PS e PSD andaram a dizer que estavam a preparar uma nova Lei de Finanças Locais cujo principal objectivo era fazer diminuir a dependência das Câmaras relativamente à contrução de edifícios, como fonte de receitas. A nova proposta do Governo, não só "esqueceu" essa promessa, como vai provocar o efeito contrário: as Câmaras que vão perder verbas (de transferências) ficarão ainda mais dependentes de receitas da construção. |
terça-feira, outubro 10, 2006
Memorização
| “Neurónios musculados, precisam-se!”… Texto de Salvador Massano Cardoso no blogue 4R - Quarta República «Tenho seguido com muita atenção o trabalho e a investigação de um notável cientista português, o professor Castro Caldas. O neurocientista revela-nos, graças às novas tecnologias, como funcionam os cérebros dos analfabetos e os que aprenderam a ler em criança. As diferenças são abismais, provando que a melhor aprendizagem deverá ocorrer em momentos certos acompanhando o desenvolvimento cerebral. Agora, e a propósito de um livro sobre o "Desastre no Ensino da Matemática: como recuperar o tempo perdido", foi noticiado que o professor Castro Caldas defende que "o treino da memorização não é uma actividade menor". Depreende-se que o treino da memória é indispensável ao desenvolvimento cognitivo e que se acompanha de um aumento dos neurónios e respectivas ligações. Assim, a velha técnica de “aprender de cor” a tabuada é muito positiva. A notícia não me surpreendeu pelo facto de acompanhar a obra do colega, mas desencadeou uma velha recordação. [...] |
Comentário: |
Matemática
"O Desastre no Ensino da Matemática - Recuperar o Tempo Perdido" |
Metáfora
No dia seguinte ao assalto ao banco de Setúbal os jornalistas bivacaram frente ao Tribunal daquela cidade para "recolha" de informação. Emissões televisivas em directo, entrevistas a "populares" (os tais 15 minutos de fama, amealhados segundo a segundo) e finalmente as "imagens fortes" do arguido a ser transportado para a carrinha da PSP, com a cabeça coberta de modo a não ser identificado. Soube-se, por acaso (ou porque a rival Polícia Judiciária assim o quiz?) que não se tratava do arguido mas sim de um agente da própria PSP a encenar serviço para os jornalistas. |
segunda-feira, outubro 09, 2006
Evidence-Based Economics
«Existe um movimento na Medicina nos sentido de exigir que os pedidos de autorização para venda de novos medicamentos sejam "baseados na evidência". Por contraste, economistas de formação encaram a sua disciplina como tendo já atingido este padrão científico. Afinal, eles expressam as suas ideias através da matemática e chegam a estimativas quantitativas de relações implícitas a partir de dados empíricos. Tradução de texto publicado no Project Syndicate |
Edmund S. Phelps (2)
| Curto prazo - Longo prazo «A obra de Edmund Phelps aprofundou a nossa compreensão acerca da relação entre os efeitos de curto prazo e de longo prazo das políticas económicas. Nota de imprensa do Prémio do |
Edmund S. Phelps

Edmund S. Phelps
É o Nobel da Economia de 2006, "pela sua análise dos trade-offs intertemporais na política macroeconómica".
Referências:
paper de Philippe Aghion, Roman Frydman, Joseph Stiglitz e Michael Woodford
«Edmund Phelps é conhecido pela introdução, no final dos anos 60, da microeconomia das expectativas na teoria da determinação do emprego e dinâmica dos salários. O trabalho de Keynes nos anos 30 deixara por explicar a razão pela qual o desemprego involuntário continua a existir mesmo nos melhores tempos, e porque é que uma quebra na procura agregada efectiva provoca aumento no desemprego - e não nos salários e preços. O desafio era explicar estas questões mantendo o postulado da racionalidade que que a Economia tradicionalmente atribuía aos trabalhadores,consumidores e empresas. Nos modelos micro-macro de Phelps, o atingir do equilíbrio nos mercados - significando que as expectativas dos participantes consistentes com as respectivas acções - não elimina geralmente o desemprego, nem mesmo o involuntário.»
|
sábado, outubro 07, 2006
Planeamento
«Ora é ponto assente, hoje em dia, que apenas uma política de desenvolvimento económico fundamentada num plano terá possibilidades de êxito, vencendo as múltiplas dificuldades que se deparam aos países atrasados. Francisco Pereira de Moura |
sexta-feira, outubro 06, 2006
IgNobel
O Prémio IgNobel destaca investigações e descobertas "científicas" caracterizadas pela sua patetice ou inutilidade. Ao que consta, este ano não foi atribuído o IgNobel da Economia: quererá isto dizer que os economistas estão a ficar um bocadinho menos patetas e menos inúteis? Ora aqui está um bom tema de investigação para uma candidatura para o próximo ano. Tenhamos esperança. |
quarta-feira, outubro 04, 2006
Liberdade
- «Que é potencialmente livre não tenho dúvidas (já li cada uma!). Mas um mortal cidadão como eu não fica mais livre. Sente-se oprimido pelo peso da sua ignorância e pelo sentimento de incapacidade de ler blogues suficientes de modo a poder destrinçar A de B. Por isso cada vez me valho mais dos jornais para evitar um blogueio mental.» Onésimo Almeida, respondendo a |
Solidariedade ou desorçamentação?
«O Governo quer que o Orçamento do Estado deixe de financiar directamente a construção e manutenção das auto-estradas através de transferências correntes para a Estradas de Portugal (EP) e passe antes a entregar, ao longo dos anos, uma compensação à empresa rodoviária a título de pagamento de um serviço. Para financiar os novos investimentos será a empresa pública a recorrer ao crédito, não se agravando, deste modo, a dívida pública.» Diário de Notícias, 4.Set.2006 Acho que não ouvi bem... Mas então a dívida pública (a real, não um mero indicador estatístico) não se agrava em igual montante, quer o défice seja inscrito no OE ou numa empresa pública? E não é por isso mesmo que, na proposta para uma nova Lei de Finanças Locais, o governo considera que a dívida de empresas municipais deve contar para o endividamento municipal? (*) A ler, de Vítor Bento: A Desorçamentação das Despesas Públicas (ficheiro Word) . (*) - tal como considera que, para o endividamento das autarquias, devem ser contabilizadas coisas como factorings, leasings e venda de créditos - apesar de o governo (na encarnação Durão/Ferreira Leite) ter vendido créditos fiscais para aliviar cosmeticamente o défice orçamental. |
Saudades de casa

| Don't follow leaders Watch the parkin' meters... |






















