sábado, setembro 09, 2006

Downsizing


[ clique para ampliar ]
Houve uma época em que as agências bancárias se começaram a multiplicar, ocupando e substituindo espaços de localização privilegiada, tais como grandes cafés. Nessa altura eram frequentes as lamentações pelo facto de espaços de convívio e tertúlia estarem a desaparecer, substituídos pelos balcões do dinheiro.

O certo é que a "febre" da multiplicação dos bancos e das agências bancárias acabou por arrefecer, devido à concentração empresarial e desaparecimento dos pequenos bancos, bem como aos processos de "downsizing" e desmaterialização das oprações bancárias.

No espaço retratado pela fotografia, na Rua Alexandre herculano, em Setúbal, já funcionou uma agência bancária, mas actualmente encontra-se lá uma loja de comércio diversificado, vulgo "loja de chineses". Lá dentro as mercadorias amontoam-se sem grande cuidado e algumas das montras chegam a parecer arrecadações. Os "buracos" das antigas máquinas de atendimento automático "ATM" encontram-se muito mal disfarçados (veja-se a imagem); num dos casos apenas foi colocado tijolo sem reboco.

Haverá algum significado nestas alterações? Se dantes era a substituição do convívio pelo dinheiro fácil, agora será o quê - a "terceiro-mundialização" da nossa economia? O "downsizing" das nossas expectativas? E será que ainda vamos ter saudades do tempo em que os cafés eram substituídos por agências bancárias?

quinta-feira, setembro 07, 2006

Dopagem

«A notícia do momento no ciclismo é que Floyd Landis pode vir a perder o título do Tour de France porque testou positivamente relativamente a uma substância dopante. Deixando de lado questões como a de saber se os atletas profissionais deveriam ser autorizados a tomar drogas para aumentar o seu desempenho, ou quão perigosas são essas drogas, ou ainda o que é que caracteriza uma droga para aumentar o desempenho, gostaria de falar sobre os temas económicos e de segurança que envolvem o uso de drogas dopantes no desporto profissional.

«Fazer o teste a drogas é um tema de segurança. Várias federações desportivas no mundo fazem o possível para detectar a dopagem ilegal, e os jogadores fazem o possível para iludir os testes. É uma clássica "corrida às armas": melhorias nas tecnologias de detecção conduzem a melhorias na evasão a essa detecção, o que por sua vez conduz ao aumento das capacidades de detecção. Neste momento parece que as drogas estão a ganhar; há quem descreva estes testes como "testes de inteligência" [intelligence tests]: se não os consegues iludir, então não mereces participar no jogo.

«Porém, ao contrário de muitas "corridas às armas", nesta os detectores têm a possibilidade de olhar para o passado. No ano passado, um laboratório efectuou um teste à urina de Lance Armstrong e encontrou vestígios da substância EPO. O interessante é que a amostra de urina não era de 2005: era de 1999. Na altura ainda não existiam teste fiáveis para a EPO na urina. Hoje existem, e o laboratório pegou numa amostra congelada da urina (quem é que sabia que os laboratórios guardavam as amostras de urina dos atletas?) e testou-a. Armstrong foi mais tarde ilibado - os procedimentos do laboratório foram descuidados - mas eu não creio que as possíveis ramificações do episódio tenham sido compreendidas. Os testes podem recuar no tempo.

«Isto tem duas consequências importantes. Uma é a de que os médicos que desenvolvem novas drogas de melhoria de desempenho sabem exactamente quais os testes que os laboratórios anti-dopagem vão realizar, podendo eles próprios testar previamente a capacidade dessas substâncias para iludir os testes oficiais. Mas não podem saber que tipo de testes virão a ser realizados no futuro, e os atletas não podem assumir que lá porque uma droga não é detectada hoje, o mesmo não ocorra nos anos seguintes.

«Outra consequência é a de que os atletas acusados de dopagem com base em amostras de urina já antigas não têm possibilidade de se defender. Não podem voltar a submeter-se ao teste; já é tarde. Se eu fosse um atleta preocupado com estas acusações, eu depositaria a minha urina regularmente para criar algumas condições para contestar eventuais acusações.

«A "corrida às armas" na dopagem irá continuar por causa dos incentivos. É um clássico "dilema do prisioneiro". [...]»

Bruce Schneier
"Drugs: Sports' Prisoner's Dilemma"

The gap is closing

Slowly.


[ Crédito: Indexed. ]

quarta-feira, setembro 06, 2006

Os alpendres da Arrábida

Arrabida - Estrada da Figueirinha
[ clique para ampliar ]
A dispendiosa - 15 milhões de € - empreitada de "consolidação" da encosta sul da Arrábida, sobre a estrada que liga a Figueirinha ao Portinho, foi finalmente concluída [ver notícia]. Há quem considere a obra notável, mas a visão da teia de redes e dos maciços "túneis" (mais parecidos com "alpendres") de betão é muito desagradável à vista. Talvez seja por isso que se pretende afastar os turistas daquelas águas: assim escusam de ver coisas tão feias...

O movimento de contestação à abertura daquela estrada, no início do século XX, acabaria por dar origem à primeira organização ecologista portuguesa: a Liga para a Protecção da Natureza. João Bénard da Costa, nos artigos que tem vindo a publicar sobre as suas férias na Arrábida, lamenta que a instabilidade daquela zona, agravada com os incêndios dos últimos anos, não tivesse sido aproveitado para o encerramento da estrada - uma ideia interessante.

Mas para onde iriam os veraneantes tomar banho? Uma solução possível seria a reconstituição das praias ribeirinhas de Setúbal, frente à cidade, no âmbito do Setubal-Polis. No entanto, o mais provável é que vença ali a tendência - já verificada no Parque das Nações - para se construirem ainda mais edifícios, "viabilizando" o financiamento de um pouco mais de espaço público betonizado.

[Originalmente publicado no blogue 'Setúbal'.]

quarta-feira, agosto 30, 2006

Nova Sociologia Económica

"Entre Deus e o diabo: mercados e interação humana nas ciências sociais"
Artigo de Ricardo Abramovay - "Tempo Social", revista de sociologia da Universidade de S. Paulo (Nov. 2004, vol.16, no.2, p.35-64)
«A principal característica da Nova Sociologia Económica, que ganha prestígio crescente nos Estados Unidos e na Europa, é estudar os mercados não como mecanismos abstractos de equilíbrio, mas como construções sociais. Esta orientação, longe, entretanto de opor-se aos procedimentos da ciência económica é também partilhada por alguns dos seus mais importantes expoentes. É bem verdade que a economia contemporânea faz jus à reputação tão difundida de ciência cinzenta, mecânica e incapaz de incorporar preceitos éticos nos seus pressupostos. Mas parte importante e cada vez mais significativa da disciplina volta-se justamente para o estudo de formas concretas de interacção social e coloca em dúvida as motivações puramente egoístas e maximizadoras postuladas axiomaticamente pela tradição neoclássica. Entre estas correntes destaca-se a Nova Economia Institucional, cujos temas são objecto também da Nova Sociologia Económica. Apesar das suas diferenças de abordagem, ambas contribuem para evitar que os mercados sejam encarados como soluções mágicas para todos os problemas sociais ou como formas diabolizadas de interação que a emancipação humana acabará um dia por suprimir.
[...]
«Mas os mercados podem ser estudados também sob um outro ângulo, como estruturas sociais, ou seja, "formas recorrentes e padronizadas de relações entre actores, mantidas por meio de sanções" (Swedberg, 1994). Neste caso, a sua compreensão faz apelo à  subjectividade dos agentes económicos, à  diversidade e à  história das suas formas de coordenação, às representações mentais a partir das quais relacionam-se uns com os outros, à sua capacidade de obter e inspirar confiança, de negociar, fazer cumprir contratos, estabelecer e realizar direitos. Aqui os atributos serão muito mais particularizados, obtidos por métodos fundamentalmente indutivos e apoiados, sobretudo na recomposição de narrativas históricas. A racionalidade dos actores pode ser condição necessária, mas nem de longe suficiente para a acção, pois a conduta dos indiví­duos e dos grupos só se explica socialmente: a racionalidade, para usar a expressão de Victor Nee (2003) é "limitada pelo contexto" (context-bound), ou seja, influenciada por crenças partilhadas, por normas monitoradas e aplicadas por mecanismos que emergem das relações sociais. O estudo dos mercados como estruturas sociais enrai­za nos interesses dos indiví­duos, nas relações que mantêm uns com os outros e não supõe um maximizador abstracto, isolado, por um lado e a economia, por outro, como resultado mecânico da interacção social.»

quinta-feira, agosto 24, 2006

Teoria económica


«Ao longo do passado meio século os economistas responderam ao desafio que Allais [1], Ellsberg [2] e outros levantaram ao neoclassissismo, quer estabelecendo fronteiras à teoria económica, quer optando por abordagens descritivas. Embora ambas estas estratégias se tenham revelado muito frutíferas, nenhuma forneceu uma clara abordagem programática que aspire a uma completa compreensão do processo de decisão humana, tal como fez o neoclassissismo. Existe, contudo, crescente evidência de que os economistas e os neurobiólogos estão agora a revelar os mecanismos físicos pelos quais a neuro-arquitectura realiza a tomada de decisão. Embora ainda na sua infância, estes estudos sugerem quer uma moldura unificada para compreender a tomada de decisão pelos humanos, quer quer uma metodologia para contenção do âmbito e da da estrutura da teoria económica. De facto, existe já evidência de que estes estudos colocam constrangimentos matemáticos aos modelos económicos existentes. Este artigo faz a revisão de alguns desses constrangimentos e sugere o âmbito de uma teoria neuroeconómica da decisão.»

"Physiological utility theory and the neuroeconomics of choice"
artigo de Paul W. Glimcher, Michael C. Dorris e Hannah M. Bayer
Games and Economic Behavior, Agosto de 2005

[1] Allais M., "Le comportement de l’homme rationnel devant le risque, critique des postulats et axiomes de l’ecole americaine". Econometrica. 1953;21:53–526.
[2] Ellsberg D., "Risk, ambiguity, and the savage axioms". Quart J Econ. 1961;75:643–669

quarta-feira, agosto 16, 2006

Paul Krugman

 
Paul Krugman (2002)

Audio:






























































Url dos ficheiros:
http://www-cepr.stanford.edu/news/krugman.wmv
http://www-cepr.stanford.edu/news/krugman.wma

terça-feira, agosto 15, 2006

Aranhas, formigas e cérebro




«[...] As aranhas e as formigas estão longe de ser mestres da matemática ou magos das probabilidades (e eu temo que aconteça o mesmo com muitos membros da Confraria dos humanos, mas não vou agora desenvolver esse ponto.) No entanto, elas comportam-se tal como os modelos económicos da satisfação [satisficing] tipicamente predizem. Elas fazem-no na procura de comida, de acasalamento, de segurança do lugar para descansar, e por aí fora. Resumidamente, a modelação económica mostra que criaturas muito estúpidas podem fazer coisas muito espertas, não pensando nelas coisas tal como faria um teórico da decisão, mas precisamente como resultado de milhões de anos de estratégias ao acaso que levaram algumas espécies a adquirir uma boa probabilidade de ficar por cá, pelo menos durante mais uma geração - supondo que o mundo se mantém mais ou menos estável durante a existência dessa geração.

«Os neurónios do cérebro também são, cada um deles, bastante estúpidos. Mas séculos de evolução conduziram-nos a respostas probabilísticas para que, em conjunto, criem estratégias para manter todo o organismo intacto durante mais uma geração (continuando a supor que o mundo se mantém mais ou menos estável durante a esse tempo). Para Glimcher, os modelos econométricos são tão precisos como qualquer coisa que se possa imaginar para mostrar que biliões de neurónios estúpidos podem agir em conjunto para aumentar a probabilidade de que o sistema - o animal - utilize avisadamente os seus recursos para garantir a sua permanência no mundo durante mais algum tempo.»

Recensão de Paul A. Wagner ao livro
"Decisions, Uncertainty, and the Brain:
The Science of Neuroeconomics
"
de Paul W. Glimcher
MIT Press, 2003.

Um dilema

"Risk Preference Instability Across Institutions: A Dilemma", de Berg, Joyce, John Dickhaut e Kevin McCabe
Proceedings of the National Academy of Sciences

Originalidades

A Sesibal é uma cooperativa de pesca que agrupa barcos de Sesimbra, Setúbal e Sines, mais especificamente traineiras que se dedicam à pesca da sardinha, carapau, e similares. O sector da pesca andas mal e tem suportado mal o acréscimo do preço dos combustíveis, apesar do mesmo ser subsidiado. Qual a solução? Bem, o responsável da Sesibal não tem falya de ideias. Pore exemplo:
«Como solução [a Sesibal] propõe um "preço mínimo estipulado por lei na ordem dos cinco por cento em cima de cada quilo de pescado". Este aumento de cinco por cento seria "diluído no intermediário e não no consumidor final". Outra solução que poderia melhorar as condições na actividade piscatória seria a "isenção do IRS, IRC e outras taxas", uma vez que a carga fiscal à pesca "é altíssima" e é descontada "directamente sobre as vendas".»
Trata-se de uma ilusão: a primeira venda do peixe é feita em leilão. Se fosse aplicado o sistema sugerido pela Sesibal, os compradores limitar-se-iam a exercer a sua licitação em valores mais baixos, de tal forma que, com a aplicação dos tais 5%, se encontrasse o preço de equilíbrio de mercado. Também não se percebe como é que esse ónus de 5% poderia ser "diluído no intermediário e não no consumidor final". Enfim: originalidades.

domingo, agosto 06, 2006

O valor de estar vivo

Robert H. Topel





























































The Economic Value of Life
[ 6m:57s - mp3 ]
Robert H. Topel [ Univ. Chicago ]


http://research.uchicago.edu/highlights/resources/media/topel_128k.mp3

Ganhos e perdas

Uma equipa de cientistas do California Institute of Technology, de Pasadena, realizou experiências com humanos em jogos simulados que mostraram que perante a avaliação de uma situação envolvendo probabilidades de ganhos e de perdas, as pessoas concentram-se primeiro, durante um curto lapso de tempo, nos ganhos, e só depois no risco de perdas. Esta descoberta foi possível devido às técnicas de imagiologia, dado que a avaliação de ganhos e de perdas se processam em diferentes zonas do cérebro.

Os resultados deverão ser publicados na edição de Agosto da revista Neuron. Notícia no MSN Health & Fitness.

segunda-feira, julho 10, 2006

Aquela máquina... publicitária

«Em termos de eficiência, a indústria da publicidade começa apenas agora a libertar-se da sua infância longa de um século, a qual pode ser designada como a "era Wanamaker". Foi John Wanamaker, um devotado comerciante Cristão de Filadélfia, quem, em 1870, não só inventou os departamentos de lojas e as etiquetas de preços (para eliminar a negociação de preços, pois todos deviam ser iguais perante Deus e o preço), mas também foi o primeiro publicitário moderno, ao comprar espaço nos jornais para promover as suas lojas. Trilhou um caminho cristão, nunca anunciando aos Domingos nem mentindo (e, desse modo, cunhando o conceito de "verdade na publicidade"). E, com a sua apurada mente negocial, expôs uma sabedoria que sempre pareceu uma lei económica: "Metade do dinheiro que gasto em publicidade é desperdiçado. O problema é que não sei qual das metades é."

«O que Wanamaker não podia ter adivinhado foi o advento da Internet. Um punhado de empresas empreendedoras, desde o Google (a mais valiosa agência mundial de publicidade disfarçada de motor de busca da web) até novatas de Silicon Valley, muitas delas apenas com meses de vida, estão a vender aos anunciantes novas ferramentas para reduzir o desperdício. Isto assume várias formas exóticas, mas há algo em comum: o desejo de substituir a antiga abordagem publicitária, na qual os anunciantes pagam pelo privilégio da "exposição" de uma audiência hipotética à sua mensagem, por uma outra na qual os anunciantes pagam apenas por acções reais e mensuráveis da parte dos consumidores, tais como clicar num web link, partilhar um video, fazer uma chamada, imprimir um impresso ou comprar alguma coisa.»

The Economist, "The ultimate marketing machine"

Não digas 'porquê', diz 'obrigado'



João César das Neves

«O ser humano actual, até no meio da prosperidade, sente uma amargura que o passado desconhecia. Para quem exige direitos, a quem impõe projectos, é difícil sentir-se grato por viver no mundo, mesmo quando chove, por ter um corpo, mesmo com dores. "A sabedoria na vida não está em fazer aquilo de que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz", como diz o provérbio que o meu pai gosta de repetir. A verdadeira felicidade é daqueles que, perante os obstáculos e contrariedades, não perguntam "porquê?", mas conseguem dizer sinceramente "obrigado!". »

João César das Nevesin Diário de Notícias

Zero absoluto



Octávio Teixeira

«No que concerne ao reforço do poder tributário dos municípios, a proposta [de uma nova lei de finanças locais] é um zero absoluto. Não se regista qualquer aumento desse poder em relação aos actuais impostos municipais (que na prática o não são, pois quem define a base e as isenções é o Estado) nem se vislumbra a possibilidade de criação de novos tributos. Também no âmbito das receitas, Portugal continuará a ser um dos países mais centralistas da OCDE. Talvez para iludir esta realidade, o Governo atribui aos municípios a gestão de 3% do IRS. É uma rematada asneira, de duvidosa constitucionalidade. Basicamente, mas não só, porque o IRS é e vai continuar a ser no território continental um imposto estatal. Pelo que deve ser igual para todos os cidadãos, independentemente do local onde residam ou onde têm a sua residência oficial.»

Octávio Teixeira in Diário de Notícias

Desinvestimento

Notícia do "Público":
«Ministério da Agricultura vai reduzir
29 % dos seus dirigentes»

Faz todo o sentido. Se a agricultura está a desaparecer, e se o ministério acha que os agricultores existentes andam a desviar os financiamentos públicos para outros fins, só não se percebe é porque é que a percentagem não é substancialmente maior.

segunda-feira, junho 26, 2006

Economia das redes


"The Economics of Networks", de Nicholas Economides, da New York University

sexta-feira, junho 16, 2006

Se não os podes vencer, junta-te a eles!



«Os americanos não estão para invejas. O fosso entre ricos e pobres é maior ali do que em qualquer outro país avançado, mas a maioria das pessoas não está preocupada com isso. Enquanto os europeus sofrem por causa do modo como o bolo económico é dividido, os americanos querem é juntar-se aos ricos, e não espremê-los. Oito em cada dez americanos - mais do que em qualquer outro lado - acreditam que, embora se possa partir de uma situação de pobreza, se se trabalhar bastante, pode-se amealhar imenso dinheiro. É um ponto central do sonho americano.»

The Economist, Inequality in America

quinta-feira, junho 15, 2006

Crise iraniana e petróleo

Entrevista com Robin Below, economista-chefe da "Economist Intelligence Unit", gabinete de estudos da revista Economist , gravada em 24 de Maio de 2006.
 
Irão e aumento das tensões

Crédito: Economist. Url dos ficheiros:
Irão e aumento das tensões:
http://w3.cantos.com/06/eiu-603-qkiy0/video/econ-g036-nb-v-1.asx
Cenário mais provável:
http://w3.cantos.com/06/eiu-603-qkiy0/video/econ-g036-nb-v-2.asx
Preços do petróleo:
http://w3.cantos.com/06/eiu-603-qkiy0/video/econ-g036-nb-v-3.asx
Efeitos no PNB e mercados:
http://w3.cantos.com/06/eiu-603-qkiy0/video/econ-g036-nb-v-4.asx

Crise energética





Entrevista com Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia, acerca da crise energética [10 minutos].

Se não tiverem paciência para estes 10 minutos de inglês macarrónico, poderão saltar para os últimos segundos da entrevista, onde Birol apresenta a sua panaceia - a curto, médio e longo prazo - para a crise: «Investimento, investimento, investimento! Encontrar dinheiro, pessoas e infraestruturas para investimento que permita aumentar a capacidade produtiva, tanto nos paises produtores de petróleo como no sector de refinação.»