Podcast do programa "In Business", da BBC,
sobre a economia do Chile - 9.Fev.2006 - 28:08 m
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![]() Distribuição das primeiras 200 universidades, por país. O Webometrics é um ranking das universidades de todo o mundo em função da sua presença na net. O processo de classificação ainda é questionável (a metodologia é apresentada aqui) mas vale a pena dar uma vista de olhos. Os indicadores utilizados são: Na lista das três mil universidades classificadas, encontram-se as seguintes sete portuguesas:
Na lista de centros de investigação encontra-se o Instituto Superior Técnico, na posição nº 70. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() O Diário de Notícias apresenta uma pequena entrevista com Olivier Blanchard, onde o economista repete algumas das ideias apresentadas na Conferência do Banco de Portugal - incluindo a descrença no poder miraculoso da aposta tecnológica. Mais uma facada no Plano socrático... Para aumentar a produtividade, a grande aposta do Governo é a aplicação de um plano tecnológico. Deve ser a prioridade?Entretanto, quem não parece estar de acordo com Blanchard é a economia portuguesa, pois os últimos dados do INE apontam para um agravamento dos custos do trabalho. O ICT cresceu 3,9 % em média, em 2005: mais 2,4 pontos percentuais do que em 2004. A evolução no último trimestre de 2005 representa, no entanto, uma desaceleração face ao trimestre imediatamente anterior. Tratam-se de dados ainda não corrigidos dos efeitos sazonais. |
Porque é que a economia está mais forte do que era suposto estar? - pergunta-se num artigo da Business Week. Resposta: «Numa economia baseada no conhecimento, os indicadores tradicionais não dizem tudo o que se passa. Os intangíveis, tais como a I&D, são fracamente apercebidos - se é que o são. Incluindo-os, tudo muda.»«Os mágicos estatísticos do Bureau of Economic Analysis, em Washington, podem fazer aparecer uma folha de cálculo mostrando quanto é que os caminhos de ferro gastaram em mobília. Mas não conseguem detectar os milhares de milhões que as empresas gastam em cada ano em inovação e design de produtos, criação de marcas, formação de empregados ou em quaisquer outros investimentos intangíveis, necessários para competir na economia global do presente. Isso significa que os recursos utilizados na criação de inovações de topo tais como o medicamento anti-cancerígeno Avastin, a insulina inalável, os Starbuck's (SBUX), os "exchange-traded funds"(*) ou mesmo o iPod, não aparecem nos números oficiais.» (*) - Também conhecidos como Trackers; transaccionados como acções, os exchange-traded funds (ETF) constituem uma alternativa aos fundos mútuos (ou colectivos), investidos em índices. Tal como as acções, estão sujeitos a uma comissão (na compra e venda), mas a partir daí custos são mínimos. As despesas de administração são extraordinariamente baixas, não estão sujeitos a comissões de entrada ou saída, frequentes nos fundos mutuos, são fáceis de compreender e oferecem vantagens no pagamento de impostos. (Portuguese Canadian Financial Newsletter) |
![]() Economics Round Table Informações sobre os mais recentes posts publicados por blogues de Economia. Mantido pelo Professor William R. Parke, da Universidade da Carolina do Norte. Parke é também o autor do capítulo sobre modelos económicos clássicos no site EconModel. |
(título do Público)
É verdade que o Jorge Palma descobriu que nunca é tarde para se ter uma infância feliz. Mas não será um bocadinho tarde, Sr. Presidente?...| André Carraro é um economista brasileiro que, entre outras coisas, lecciona na Universidade de Santa Cruz do Sul e escreve para o blogue Economia Everywhere; na revista "Contexto Económico" encontramos um seu texto sobre "Economia x Corrupção", onde lista as desvantagens e vantagens da corrupção. Vale a pena atentar nestas últimas: |
«Qual é o benefício da corrupção? Bem ou mal, os investimentos acontecem e os processos têm andamento. Quando um empresário encontra um funcionário público honesto, que segue as regras e as normas estabelecidas, o custo para a empresa é a lentidão no andamento dos processos, já que existe excesso de regulamentação. Assim, a saída para o empresário é encontrar um funcionário que demande propina
Não existe competição dentro do serviço público, assim como não existe competição pela oferta de serviço público. Existe, sim, o chamado poder discricionário, ou seja, alguém tem o poder de decidir quem vai receber o serviço ou o bem público, através da utilização de critérios técnicos ou políticos. É desta forma que ocorre a venda do serviço público. Para a sociedade, isso tem um custo imenso, pois o resultado é a redução da rentabilidade do capital ao menor investimento.
O que fazer? Não existe uma resposta única e definitiva, mas um procesos em discussão. Enquanto acharmos que a solução para o fenómeno da corrupção no Brasil está na denúncia e na punição de indivíduos, não haverá mudança nas regras do jogo. As regras do jogo estão equivocadas. A formação do Estado está equivocada. A solução para a corrupção está na denúncia do fracasso do Estado nacional. É preciso mudar o enfoque, pois a corrupção é um problema de instituições equivocadas.»
Noutro post pergunta ao leitor que prenda daria ao presidente Lula no jogo do "amigo oculto": a) um livro do Saramago b) a reeleição c) o jogo banco imobiliário d) um novo ministro da fazenda e) um projecto de governo (via De gustibus) |
| «Algumas noções de Direito para blogueiros»: texto que se reporta ao Brasil mas que tem ensinamentos generalizáveis. Via Economia Everywhere, onde funciona como aconselhamentos a potenciais comentadores. Eis alguns excertos: Alguns cuidados na redação de críticas |
Ainda não há muito tempo "toda a gente" (um famoso personagem criado por Gil Vicente) dizia que quem mais se baldava ao trabalho eram os "europeus" (personagem que ainda não existe, apesar das inúmeras tentativas) e que, por isso, estavam a ficar para trás, em termos de produtividade, face aos americanos. Mas eis que dois desses workaholics americanos - Mark Aguiar e Erik Hurst - decidem «construir 4 diferentes medidas de lazer, a mais estreita das quais inclui apenas actividades que toda a gente considera de relaxamento ou de diversão; a mais abrangente inclui tudo o que não está relacionado com um trabalho remunerado, tarefas domésticas ou simples deslocações.» Pois bem: seja qual for o indicador utilizado os americanos, ao longo dos últimos 40 anos, têm ganho mais tempo livre do que pensavam. A discrepância entre este estudo e os anteriores parece decorrer de questões metodológicas. Os estudos anteriores apoiaram-se exclusivamente nas estatísticas oficiais sobre "trabalho remunerado", não cuidando de saber o que é que se passava efectivamente nos períodos restantes. Os investigadores referidos analisaram o tempo gasto em compras, confecção de alimentos, deslocações e manutenção da casa. São estas ocupações que levam as pessoas a dizer que estão muito sobrecarregadas com trabalho - principallmente as mulheres trabalhadoras com filhos. O estudo mostrou que os americanos gastam agora muito menos tempo nestas tarefas do que há 40 anos atrás, devido a várias causas: aparelhagens domésticas, entregas em casa, internet, compras 24 horas e serviços domésticos a preço acessível. Tudo isto aumentou a flexibilidade e libertou tempo às pessoas. Aguardemos agora que alguém faça o mesmo exercício de análise aos europeus. O estudo de Mark Aguiar e Erik Hurst encontra-se expresso neste paper publicado pela Reserva Federal de Bonston: "Measuring Trends in Leisure: The Allocation of Time over Five Decades" (pdf). [Sim, o estudo abrange um período 40 anos, desde 1965 até ao presente, mas percorre 5 décadas, capice ?] |
| É já no próximo dia 10 de Fevereiro que terá lugar, na Gulbenkian, a III Conferência: “Desenvolvimento Económico Português no Espaço Europeu”, uma iniciativa do Banco de Portugal. Do programa, que se encontra disponível aqui, destacam-se: |

Escreve VascoPulido Valente no seu blogue:
Quem diria que ainda veríamos VPV a defender o Estado Providência!... O argumento segue assim: como as pessoas "não vão com certeza ocupar indefinidamente os lugares de responsabilidade e direcção, porque perderam a força, a inteligência, a capacidade de aprender e se tornaram pouco a pouco um obstáculo ou até um risco", terão de ser despromovidas. E remata: "não gostaria de o ver a ele, com 78 anos, gaguejante e trémulo, como encarregado de limpeza da Faculdade de Economia da Universidade Nova, onde iluminou tanto espírito com a luz do seu." Isto é o que se chama, na metodologia da ciência, um "argumento fraco": "se as pessoas não podem ser despromovidas, então mantenha-se o Estado Providência tal como está." Mas porque é que as pessoas não hão-de poder ser despromovidas? E porque é que não hão-de poder continuar a ocupar os mesmos postos durante mais tempo? VPV tem graça, mas não convence. |
| «O uso das técnicas de imageologia neural [neuroimaging] em contextos de mercado ainda se encontra na sua infância. Apesar de muito prometedor, é ainda necessária uma grande quantidade de trabalho experimental para determinar qual o conjunto de problemas que pode ser melhor tratado com esta abordagem, e como é que as técnicas de imagiologia neural podem complementar os métodos existentes. As técnicas de imagiologia neural não geram hipóteses só por si - e para formular hipóteses é necessário ter uma profunda compreensão dos temas envolvidos no contexto da investigação. O estudo de McLure e outros ["Neural Correlates of Behavioral Preference for Culturally Familiar Drinks"] envolvendo a Coca Cola e a Pepsi fez exactamente isso, dado existir uma literatura extensiva acerca das marcas [branding], de testes cegos e não-cegos e do papel da imagem das marcas e seu significado cultural. Também é promissor o uso da imagiologia neural para ajudar a compreender melhor o modo como a informação de mercado é consolidada na memória, ou como os padrões de activação mudam ao longo de múltiplas exposições a um dado anúncio. Além disso, pode revelar mais acerca dos componentes efectivos associados com um produto ou acerca da compensação associada à aquisição de um produto. Uma área de aplicação muito interessante envolve a dinâmica básica da realização de escolhas. Um estudo de imagiologia neural, potencialmente muito importante por colocar em causa uma assumpção central da Economia, revelou que as atitudes acerca de recompensas [payoffs] e as crenças acerca da probabilidade de resultados, interagem tanto comportamentalmente como neurologicamente ["Neuronal Substrates for Choice Under Ambiguity, Risk, Gains, and Losses"]. Isso pode ajudar-nos a determinar se um anúncio está a ter um impacto emocional duradouro ou se determinadas metáforas estão a ser efectivas.» "A behavioral window on the mind of the market: |

O Correio da Manhã de ontem traça um perfil de Cavaco Silva onde, a certo passo, se relatam "factos" ocorridos no ISCEF/ISE. Trata-se de relatos anedóticos e provavelmente falsos. Por exemplo, creio que Cavaco Silva (como professor) e Ferro Rodrigues (como aluno) nunca se terão encontrado naquela escola. A contestação às suas aulas e a profecia de que um dia seria primeiro-ministro, perante a galhofa dos alunos, não fazem qualquer sentido. Tal como não faz sentido que a matéria leccionada por Cavaco Silva (modelos keynesianos, muito acarinhados pela ortodoxia marxista da escola, na linha das análises de conjuntura de Pereira de Moura) assentasse "como uma luva na ideologia do regime". Cavaco Silva nunca foi um docente popular em Económicas, particularmente devido à rigidez do seu estilo, mas era considerado competente. As disciplinas verdadeiramente contestadas no ISCEF/ISE eram as altamente selectivas Matemáticas e as leccionadas por gente marcadamente de direita, tais como as de Direito, disciplinas às quais se fizeram greves a aulas e a exames. Nunca tal aconteceu à cadeira de Cavaco Silva. Mas, enfim, é destas patranhas que se fazem as lendas, pelo que transcrevo aqui as balelas do Correio da Manhã: «A contestação política que a partir de 1968 agita as universidades portuguesas abate-se sobre Cavaco Silva. No Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), onde é assistente da cadeira de Finanças Públicas, o remoinho da crise estende-se ao campo científico. Cavaco Silva é contestado. Introduz na cadeira os testes à americana – a gota de água que leva à revolta dos alunos. A matéria debitada parece assentar como uma luva na ideologia do regime. Numa das aulas a turma de Ferro Rodrigues põe em dúvida a eficácia do método de avaliação e a ciência do assistente. «Cavaco fica à beira de um desmaio – e um contínuo traz-lhe um copo de água. Mais tarde, em 1975, os alunos riem-se a bandeiras despregadas com um ensinamento do professor. “Vocês vão ver. Um dia, hei-de ser primeiro-ministro”, respondeu-lhes Cavaco.» |
![]() [ clique para ampliar ] A foto original (parte de baixo da imagem supra) é de uma manifestação de mulheres iranianas, em defesa dos seus direitos e contra a discriminação sexual. A manipulação feita pela "Code Pink" (parte de cima) mostra a junção de algumas mulheres ocidentais e a modificação dos cartazes originais, que passaram a exibir a cor rosa da organização. O cartaz ao centro, onde se exige igualdade de direitos, foi substituído por uma escrita arábica irrelevante, e a forte expressão de protesto da jovem mulher ao centro foi substituída por uma cara de pateta; o papel que ela exibe dizia : "Nós somos as filhas de Ciro, as pioneiras dos direitos humanos (*)", mas foi transformado num "join us" publicitário. Nem mesmo a mulher iraniana que aparece a segurar um cartaz rosa à direita fazia parte da fotografia original. É evidente que a cor rosa dos cartazes manipulados visa representar o grupo pacifista. Mas creio que a cara de pateta que atribuíram à mulher no centro da imagem é igualmente representativa destas militantes "Code Pink". Via o blogue De Gustibus Non Est Disputandum e Publius Pundit. A manifestação das mulheres iranianas teve lugar em 12 de Junho de 2005 e é noticiada aqui. A imagem original, do fotógrafo Amir Kholoosi, é esta; outras imagens da mesma manifestação, que teve lugar junto à Universidade de Teerão, encontram-se aqui e aqui. A imagem (original ?) das militantes "Pink" que foram "adicionadas" à foto de Teerão pode ser vista no topo deste blogue. (*) - Ciro, "O Grande", é considerado o fundador do império Persa. Destacou-se por uma generosidade rara no seu tempo, ao poupar os seus inimigos vencidos - empregando-os mesmo em cargos admnistrativos de seu império. Ciro também demonstrou tolerância religiosa e procurou manter todos os povos do império sob a admnistração de líderes locais. Autorizou os judeus a regressar à Judeia, pondo fim ao período de exílio babilónico. [Wikipédia] |
![]() Paul Wolfowitz Ficheiro m3u - 9:34 min. - 4,4 MB Paul Wolfowitz, Presidente do Banco Mundial, fala sobre as prioridades do desenvolvimento. Crédito: The Economist; url: http://media.economist.com/media/audio/world-in-2006/Priorities_for_world_development.m3u |
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