(título do Público)
É verdade que o Jorge Palma descobriu que nunca é tarde para se ter uma infância feliz. Mas não será um bocadinho tarde, Sr. Presidente?...terça-feira, fevereiro 07, 2006
Ai o Estado...
| André Carraro é um economista brasileiro que, entre outras coisas, lecciona na Universidade de Santa Cruz do Sul e escreve para o blogue Economia Everywhere; na revista "Contexto Económico" encontramos um seu texto sobre "Economia x Corrupção", onde lista as desvantagens e vantagens da corrupção. Vale a pena atentar nestas últimas: |
«Qual é o benefício da corrupção? Bem ou mal, os investimentos acontecem e os processos têm andamento. Quando um empresário encontra um funcionário público honesto, que segue as regras e as normas estabelecidas, o custo para a empresa é a lentidão no andamento dos processos, já que existe excesso de regulamentação. Assim, a saída para o empresário é encontrar um funcionário que demande propina
Não existe competição dentro do serviço público, assim como não existe competição pela oferta de serviço público. Existe, sim, o chamado poder discricionário, ou seja, alguém tem o poder de decidir quem vai receber o serviço ou o bem público, através da utilização de critérios técnicos ou políticos. É desta forma que ocorre a venda do serviço público. Para a sociedade, isso tem um custo imenso, pois o resultado é a redução da rentabilidade do capital ao menor investimento.
O que fazer? Não existe uma resposta única e definitiva, mas um procesos em discussão. Enquanto acharmos que a solução para o fenómeno da corrupção no Brasil está na denúncia e na punição de indivíduos, não haverá mudança nas regras do jogo. As regras do jogo estão equivocadas. A formação do Estado está equivocada. A solução para a corrupção está na denúncia do fracasso do Estado nacional. É preciso mudar o enfoque, pois a corrupção é um problema de instituições equivocadas.»
Noutro post pergunta ao leitor que prenda daria ao presidente Lula no jogo do "amigo oculto": a) um livro do Saramago b) a reeleição c) o jogo banco imobiliário d) um novo ministro da fazenda e) um projecto de governo (via De gustibus) |
Bons conselhos
| «Algumas noções de Direito para blogueiros»: texto que se reporta ao Brasil mas que tem ensinamentos generalizáveis. Via Economia Everywhere, onde funciona como aconselhamentos a potenciais comentadores. Eis alguns excertos: Alguns cuidados na redação de críticas |
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
A terra do lazer
Ainda não há muito tempo "toda a gente" (um famoso personagem criado por Gil Vicente) dizia que quem mais se baldava ao trabalho eram os "europeus" (personagem que ainda não existe, apesar das inúmeras tentativas) e que, por isso, estavam a ficar para trás, em termos de produtividade, face aos americanos. Mas eis que dois desses workaholics americanos - Mark Aguiar e Erik Hurst - decidem «construir 4 diferentes medidas de lazer, a mais estreita das quais inclui apenas actividades que toda a gente considera de relaxamento ou de diversão; a mais abrangente inclui tudo o que não está relacionado com um trabalho remunerado, tarefas domésticas ou simples deslocações.» Pois bem: seja qual for o indicador utilizado os americanos, ao longo dos últimos 40 anos, têm ganho mais tempo livre do que pensavam. A discrepância entre este estudo e os anteriores parece decorrer de questões metodológicas. Os estudos anteriores apoiaram-se exclusivamente nas estatísticas oficiais sobre "trabalho remunerado", não cuidando de saber o que é que se passava efectivamente nos períodos restantes. Os investigadores referidos analisaram o tempo gasto em compras, confecção de alimentos, deslocações e manutenção da casa. São estas ocupações que levam as pessoas a dizer que estão muito sobrecarregadas com trabalho - principallmente as mulheres trabalhadoras com filhos. O estudo mostrou que os americanos gastam agora muito menos tempo nestas tarefas do que há 40 anos atrás, devido a várias causas: aparelhagens domésticas, entregas em casa, internet, compras 24 horas e serviços domésticos a preço acessível. Tudo isto aumentou a flexibilidade e libertou tempo às pessoas. Aguardemos agora que alguém faça o mesmo exercício de análise aos europeus. O estudo de Mark Aguiar e Erik Hurst encontra-se expresso neste paper publicado pela Reserva Federal de Bonston: "Measuring Trends in Leisure: The Allocation of Time over Five Decades" (pdf). [Sim, o estudo abrange um período 40 anos, desde 1965 até ao presente, mas percorre 5 décadas, capice ?] |
Conferência do Banco de Portugal
| É já no próximo dia 10 de Fevereiro que terá lugar, na Gulbenkian, a III Conferência: “Desenvolvimento Económico Português no Espaço Europeu”, uma iniciativa do Banco de Portugal. Do programa, que se encontra disponível aqui, destacam-se: |
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
DiscoverEcon

usando a tecnologia no ensino da Economia
Entrevista com Gerald Nelson - 29.Jan.2006 - 27:36m (mp3)
Crédito: RadioEconomics.com - James Reese
Veja uma demonstração do DiscoverEcon
url da entrevista:
http://www.acidplanet.com/mediaserver/casts/0003000/ap-20060129-509.mp3
url da demonstração:
http://www.discoverecon.com/decon.swf
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Tem graça
Escreve VascoPulido Valente no seu blogue:
Quem diria que ainda veríamos VPV a defender o Estado Providência!... O argumento segue assim: como as pessoas "não vão com certeza ocupar indefinidamente os lugares de responsabilidade e direcção, porque perderam a força, a inteligência, a capacidade de aprender e se tornaram pouco a pouco um obstáculo ou até um risco", terão de ser despromovidas. E remata: "não gostaria de o ver a ele, com 78 anos, gaguejante e trémulo, como encarregado de limpeza da Faculdade de Economia da Universidade Nova, onde iluminou tanto espírito com a luz do seu." Isto é o que se chama, na metodologia da ciência, um "argumento fraco": "se as pessoas não podem ser despromovidas, então mantenha-se o Estado Providência tal como está." Mas porque é que as pessoas não hão-de poder ser despromovidas? E porque é que não hão-de poder continuar a ocupar os mesmos postos durante mais tempo? VPV tem graça, mas não convence. |
terça-feira, janeiro 31, 2006
Economia e imagiologia neural
| «O uso das técnicas de imageologia neural [neuroimaging] em contextos de mercado ainda se encontra na sua infância. Apesar de muito prometedor, é ainda necessária uma grande quantidade de trabalho experimental para determinar qual o conjunto de problemas que pode ser melhor tratado com esta abordagem, e como é que as técnicas de imagiologia neural podem complementar os métodos existentes. As técnicas de imagiologia neural não geram hipóteses só por si - e para formular hipóteses é necessário ter uma profunda compreensão dos temas envolvidos no contexto da investigação. O estudo de McLure e outros ["Neural Correlates of Behavioral Preference for Culturally Familiar Drinks"] envolvendo a Coca Cola e a Pepsi fez exactamente isso, dado existir uma literatura extensiva acerca das marcas [branding], de testes cegos e não-cegos e do papel da imagem das marcas e seu significado cultural. Também é promissor o uso da imagiologia neural para ajudar a compreender melhor o modo como a informação de mercado é consolidada na memória, ou como os padrões de activação mudam ao longo de múltiplas exposições a um dado anúncio. Além disso, pode revelar mais acerca dos componentes efectivos associados com um produto ou acerca da compensação associada à aquisição de um produto. Uma área de aplicação muito interessante envolve a dinâmica básica da realização de escolhas. Um estudo de imagiologia neural, potencialmente muito importante por colocar em causa uma assumpção central da Economia, revelou que as atitudes acerca de recompensas [payoffs] e as crenças acerca da probabilidade de resultados, interagem tanto comportamentalmente como neurologicamente ["Neuronal Substrates for Choice Under Ambiguity, Risk, Gains, and Losses"]. Isso pode ajudar-nos a determinar se um anúncio está a ter um impacto emocional duradouro ou se determinadas metáforas estão a ser efectivas.» "A behavioral window on the mind of the market: |
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Mozart

"Gente, gente!" (Bodas de Figaro)
Flauta Mágica
A propósito dos 250 anos do nascimento de
Wolfgang Amadeus Mozart
http://www.luc.edu/depts/history/dennis/Music_files/Mozart%20-%20Figaro%20-%20Gente,%20gente.mp3
http://www.karin-schoepke.de/Zauberflote.mpg
Outras músicas de Mozart: aqui, aqui e aqui.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Lendas
O Correio da Manhã de ontem traça um perfil de Cavaco Silva onde, a certo passo, se relatam "factos" ocorridos no ISCEF/ISE. Trata-se de relatos anedóticos e provavelmente falsos. Por exemplo, creio que Cavaco Silva (como professor) e Ferro Rodrigues (como aluno) nunca se terão encontrado naquela escola. A contestação às suas aulas e a profecia de que um dia seria primeiro-ministro, perante a galhofa dos alunos, não fazem qualquer sentido. Tal como não faz sentido que a matéria leccionada por Cavaco Silva (modelos keynesianos, muito acarinhados pela ortodoxia marxista da escola, na linha das análises de conjuntura de Pereira de Moura) assentasse "como uma luva na ideologia do regime". Cavaco Silva nunca foi um docente popular em Económicas, particularmente devido à rigidez do seu estilo, mas era considerado competente. As disciplinas verdadeiramente contestadas no ISCEF/ISE eram as altamente selectivas Matemáticas e as leccionadas por gente marcadamente de direita, tais como as de Direito, disciplinas às quais se fizeram greves a aulas e a exames. Nunca tal aconteceu à cadeira de Cavaco Silva. Mas, enfim, é destas patranhas que se fazem as lendas, pelo que transcrevo aqui as balelas do Correio da Manhã: «A contestação política que a partir de 1968 agita as universidades portuguesas abate-se sobre Cavaco Silva. No Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), onde é assistente da cadeira de Finanças Públicas, o remoinho da crise estende-se ao campo científico. Cavaco Silva é contestado. Introduz na cadeira os testes à americana – a gota de água que leva à revolta dos alunos. A matéria debitada parece assentar como uma luva na ideologia do regime. Numa das aulas a turma de Ferro Rodrigues põe em dúvida a eficácia do método de avaliação e a ciência do assistente. «Cavaco fica à beira de um desmaio – e um contínuo traz-lhe um copo de água. Mais tarde, em 1975, os alunos riem-se a bandeiras despregadas com um ensinamento do professor. “Vocês vão ver. Um dia, hei-de ser primeiro-ministro”, respondeu-lhes Cavaco.» |
Um mundo cor-de-rosa - e pateta!
![]() [ clique para ampliar ] A foto original (parte de baixo da imagem supra) é de uma manifestação de mulheres iranianas, em defesa dos seus direitos e contra a discriminação sexual. A manipulação feita pela "Code Pink" (parte de cima) mostra a junção de algumas mulheres ocidentais e a modificação dos cartazes originais, que passaram a exibir a cor rosa da organização. O cartaz ao centro, onde se exige igualdade de direitos, foi substituído por uma escrita arábica irrelevante, e a forte expressão de protesto da jovem mulher ao centro foi substituída por uma cara de pateta; o papel que ela exibe dizia : "Nós somos as filhas de Ciro, as pioneiras dos direitos humanos (*)", mas foi transformado num "join us" publicitário. Nem mesmo a mulher iraniana que aparece a segurar um cartaz rosa à direita fazia parte da fotografia original. É evidente que a cor rosa dos cartazes manipulados visa representar o grupo pacifista. Mas creio que a cara de pateta que atribuíram à mulher no centro da imagem é igualmente representativa destas militantes "Code Pink". Via o blogue De Gustibus Non Est Disputandum e Publius Pundit. A manifestação das mulheres iranianas teve lugar em 12 de Junho de 2005 e é noticiada aqui. A imagem original, do fotógrafo Amir Kholoosi, é esta; outras imagens da mesma manifestação, que teve lugar junto à Universidade de Teerão, encontram-se aqui e aqui. A imagem (original ?) das militantes "Pink" que foram "adicionadas" à foto de Teerão pode ser vista no topo deste blogue. (*) - Ciro, "O Grande", é considerado o fundador do império Persa. Destacou-se por uma generosidade rara no seu tempo, ao poupar os seus inimigos vencidos - empregando-os mesmo em cargos admnistrativos de seu império. Ciro também demonstrou tolerância religiosa e procurou manter todos os povos do império sob a admnistração de líderes locais. Autorizou os judeus a regressar à Judeia, pondo fim ao período de exílio babilónico. [Wikipédia] |
Podcast
![]() Paul Wolfowitz Ficheiro m3u - 9:34 min. - 4,4 MB Paul Wolfowitz, Presidente do Banco Mundial, fala sobre as prioridades do desenvolvimento. Crédito: The Economist; url: http://media.economist.com/media/audio/world-in-2006/Priorities_for_world_development.m3u |
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Gostos não se discutem
O que levou a Walmart a pedir desculpa foi o facto dos consumidores que consultavam um conjunto de DVDs que incluiam os filmes "Martin Luther King: I Have a Dream" e "Unforgivable Blackness: The Rise and Fall of Jack Johnson", terem recebido a mensagem de que talvez gostassem também de comprar o DVD do "Planeta dos Macacos" (ou do "Ace Ventura: Pet Detective", "entre outros títulos irrelevantes"...) Afinal, os computadores até são capazes de se parecer mais com os humanos do que acreditamos: pois se até cometem os mesmos lapsos!... |
storm/stoned
| Novo blogue linkado: french kissin'. Além do mais, um incondicional de Dylan. E já que se falou no assunto: http://filebox.vt.edu/j/jcdecker/Dylan%20-%20Shelter%20From%20The%20Storm.mp3 http://kalioglou.sweb.cz/Bob%20Dylan%20-%20Everybody%20Must%20Get%20Stoned.mp3 |
Boca-a-boca
Uma notícia do Jornal de Negócios, já com alguns meses (Novembro de 2005), sobre o peso do "factor c" (cunha) na obtenção de empregos, continua a fazer eco na imprensa. Hoje é a revista DiaD, que refere que «28 % dos 5,1 milhões de empregos em Portugal no terceiro trimestre de 2005 foram conseguidos por cunhas, ou seja, por intermédio de pessoas conhecidas, segundo dados do INE.» E acrescenta a revista: «Falar de desenvolvimento, de competitividade, de futuro, de suar a camisola e, se necessário, "comer" a relva torna-se difícil quando se é confrontado com um número destes. A modernidade é incompatível com a tacanhez de raciocínio que está na a nossa raíz genética.» Este estilo "moralista" é típico de alguns comentadores de jornal e até de muita da blogosfera. Mas creio que não é caso para tanto. É evidente que o autor deste cacharolete de metáforas parte do princípio que um emprego obtido através de um conhecimento qualquer é um emprego ineficiente - e que os países mais eficientes não recorrem a este método de ajustar oferta e procura de trabalho. Contudo, não é necessariamente assim. Mas vamos por partes. No lado oposto do emprego através de conhecimentos pessoais encontrar-se-ia o recrutamento através de um concurso público nacional (quiçá europeu...) Sem dúvida que, dessa forma, se emularia uma concorrência mais alargada. Mas, para muitos empregos, esse recrutamento seria ineficiente, dados os custos de publicidade e, sobretudo, de selecção. Para se garantir a maximização da eficiência do recrutamento ter-se-iam de avaliar os milhares de candidatos a cada posto de trabalho, através de processos morosos e onerosos, que, em geral, teriam de ser feitos por empresas especializadas. Uma alternativa mais simplificada seria a publicidade de vizinhança, tal como o papelinho na montra a pedir "colaboradores". Mas será este processo mais eficiente que o contacto através de amigos e familiares? Muitas empresas anunciam a necessidade de contratações no seio da própria organização: é uma forma barata de atrair candidatos, sobre os quais a empresa faz depois a sua selecção. O problema é que as nossas cabecitas maldosas supõem sempre que associada a uma cunha está sempre uma pessoa incompetente ou inadequada para aquele posto. Mas porque não há-de ser precisamente o contrário? Porque não admitir que o candidato se oferece para empregos adequados às suas habilitações e motivações? Porque não admitir que aquele que tomou conhecimento do anúncio se lembrou de um amigo ou familiar, precisamente por lhe parecer o "casamento" adequado? Pois é... mas quando estamos determinados a mostrar como o nosso país é uma desgraça, qualquer argumento serve - e nenhuma suspeita é de desprezar... Acresce ainda que esta forma de recrutamento por meio de contactos "pessoais", dada precisamente a sua eficiência relativa, é largamente utilizada por economias avançadas, sem que as mesmas estejam a entrar em colapso por tal facto. Por exemplo, o artigo "Job search methods and results: tracking the unemployed, 1991", de Steven M. Bortnick and Michelle Harrison Ports, publicado na Monthly Labor Review, refere que 22,6% daqueles que tinham procurado emprego "através de amigos e familiares" tinham-no obtido ao fim de 2 meses, uma percentagem semelhante à de outros métodos de procura. E já em 1980, a mesma revista tinha publicado o artigo de M. Corcoran e outros, "Most Workers Find Jobs through Word of Mouth" (ambos os artigos são relativos aos EUA). «Os empregadores apoiam-se largamente no boca-a-boca [word of mouth] para o recrutamento de trabalhadores e estão em geral satisfeitos com este processo. Anúncios em jornais, recrutamento através de agências e outros mecanismos são utilizados mais selectivamente ou como segunda alternativa.» Outros artigos relacionados: |
Ikea
sábado, janeiro 21, 2006
BP: estatísticas interactivas
| No dia 19 o Banco de Portugal iniciou o BPstat - Estatísticas online, um serviço cujo objectivo é o de "facultar um acesso fácil e célere às séries estatísticas produzidas pelo BP e outras instituições". Destacam-se as possibilidades de exploração multi-dimensional da informação, elaboração de quadros formatados pelos utilizadores, criação de "favoritos", sistema de alerta, etç. Existe também informação metodológica. (Nota do Governador) |
Conjuntura
"Indicadores de conjuntura" do Banco de Portugal. «O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga da actividade e conómica [em Portugal], calculado pelo Banco de Portugal, apresentou uma ligeira recuperação em Dezembro, após uma relativa estabilidade nos meses mais recentes. A informação disponível aponta para um menor crescimento do consumo privado no segundo semestre do ano. |
A Nova Organização
«Há 50 anos William Whyte, editor da revista Fortune, escreveu o livro "The Organisation Man", [disponível online aqui ] que definiu a natureza da vida na empresa para uma geração. O livro descrevia o modo como a América (cujo povo, escrevia Whyte, era conduzido na "pública adoração do individualismo") se tinha tornado recentemente numa nação de empregados que "cumprem votos de vida eterna para com a organização" e que se tinham tornado nos "membros dominantes da nossa sociedade".»«Entre as organizações que Whyte tinha em mente, estava sobretudo a grande corporação, que ele pensava que premiava a dedicação prolongada, obediência e lealdade, quase tão fielmente como faria um mosteiro ou um batalhão. [...] Meio século depois, esta organização parece extinta [...] A empresa que mais se parecia identificar com este estilo de vida era a IBM. Durante muitos anos os seus gestores usaram apenas fatos azuis escuros, camisas brancas e gravatas escuras, símbolos da sua ligação vitalícia à "Big Blue". A medida das mudanças que tiveram lugar desde os tempos de Whyte até hoje é dada pelo facto de, actualmente, 50% dos empregados da IBM trabalharem para a empresa há menos de 5 anos; de 40% dos seus 320 mil empregados serem "móveis", significando que não se apresentam diariamente num dado local de trabalho; e de cerca de 30% serem mulheres. Uma empresa que em tempos foi dominada por empregados vitalícios que vendiam computadores, foi transformada num conglomerado de transitórios fornecedores de serviços. O "Homem da Organização" foi substituído por um grupo de gestores mais vocacionados para a rápida ascenção empreendedora do que para a lenta promoção organizacional.»The Economist, "The new organisation" |
Produtividade
«A taxa de crescimento da produtividade na América desacelerou para 1,8% em 2005, abaixo dos 3% de 2004. Esta última estava bastante acima da dos "velhos" 15 estados da União Europeia, que se situava nuns meros 0,5%, quase a mesma do Japão. Apesar de muitos países desenvolvidos tenham sofrido desacelerações da produtividade no ano passado, muitos mercados emergentes, como a Europa oriental, a Índia e a China, viram-na aumentar.» |
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Uma notícia do Jornal de Negócios, já com alguns meses (Novembro de 2005), sobre o peso do "factor c" (cunha) na obtenção de empregos, continua a fazer eco na imprensa. Hoje é a revista DiaD, que refere que «28 % dos 5,1 milhões de empregos em Portugal no terceiro trimestre de 2005 foram conseguidos por cunhas, ou seja, por intermédio de pessoas conhecidas, segundo dados do INE.» 

A empresa que mais se parecia identificar com este estilo de vida era a IBM. Durante muitos anos os seus gestores usaram apenas fatos azuis escuros, camisas brancas e gravatas escuras, símbolos da sua ligação vitalícia à "Big Blue". A medida das mudanças que tiveram lugar desde os tempos de Whyte até hoje é dada pelo facto de, actualmente, 50% dos empregados da IBM trabalharem para a empresa há menos de 5 anos; de 40% dos seus 320 mil empregados serem "móveis", significando que não se apresentam diariamente num dado local de trabalho; e de cerca de 30% serem mulheres. Uma empresa que em tempos foi dominada por empregados vitalícios que vendiam computadores, foi transformada num conglomerado de transitórios fornecedores de serviços. O "Homem da Organização" foi substituído por um grupo de gestores mais vocacionados para a rápida ascenção empreendedora do que para a lenta promoção organizacional.»