
Boas Entradas! Feliz Ano Novo!
| O candidato presidencial Cavaco Silva deu uma entrevista ao Diário de Notícias, onde propôs (ou sugeriu, é o mesmo) que o governo tivesse uma secretaria de estado para acompanhar os processos de deslocalização de empresas. Foi o suficiente para os restantes candidatos desatarem a clamar que o homem quer imiscuir-se nos assuntos do governo. O que me revolta nisto é a discussão que se consegue armar em torno do aspecto formal (criação de uma secretaria de estado sugerida pelo candidato), esquecendo o conteúdo da questão (necessidade de uma atenção especial ao fenómeno da deslocalização). Esta capacidade para nos matarmos a discutir sobre aspectos formais e superficiais, é bem reveladora do nosso formalismo e superficialidade. O que torna ainda mais patética esta discussão é que a necessidade do governo "vigiar" as empresas é uma ideia típica da esquerda, cabendo melhor à direita a defesa da livre concorrência, sem intromissão estatal. É evidente que Cavaco não é de direita, é francamente um social-democrata. A sua sugestão pode até ter constituído um deslize, na tentativa de criar uma imagem de presidente que não se limita a discursos. Mas o forrobodó que a restante peonagem - com a ajuda da imprensa - se dispôs a fazer, mostra bem como continuamos a possuir uma mentalidade de lordes pelintras. Quando o presidente Sampaio clamou que havia "mais vida para além do orçamento", ou quando Soares andou pela Área Meteropolitana de Lisboa a destapar os montes de lixo que a sociedade portuguesa tinha varrido para debaixo da alcatifa, isso não era ingerência no governo? Era seguramente muito maior ingerência do que a sugestão da criação de uma qualquer secretaria de estado. |
| "Império à Deriva" - um dos mais divertidos livros que já li, apesar de achincalhar um bocadinho os portugueses. Pode ser que haja algum exagero neste retrato da estadia da corte portuguesa no Brasil (desde 1807), escrito por um inglês, mas nem sequer os ingleses (ou franceses) escapam muito incólumes à pintura de Patrick Wilcken. São inúmeras as passagens cómicas - o rei D. Joao VI, eterno indeciso, que não tomava banho e concedia audiências em salas com penicos devidamente atestados, o filho Pedro que se desfazia dos "excedentes" à vista do exército, a Carlota sempre a intrigar contra o rei, etç. A única que ainda escapa é a louca da D. Maria. Mas, para além deste ridículo folclore, é muito sedutora a tese de que foi a mania dos portugueses em ostentarem a posse do maior número de escravos que esteve na origem, involuntária, da famosa miscigenação. Que a posse de escravos era o sinal exibido do sucesso social, é algo que outros autores, incluindo muitos portugueses, têm confirmado. Nem mesmo pessoas bem abaixo na escala social, como os artesãos, precindiam de escravos para lhes carregarem as ferramentas quando se deslocavam na via pública. Quanto aos nobres, costumavam sair à rua, a passear, com a família, criadagem e escravos, todos em fila indiana, pai à frente, filhos por ordem inversa de nascimento a seguir, e o resto também por ordem de "importância" (é a imagem da capa do livro). O resultado desta proliferação de escravos (essencialmente de origem africana) foi que, ao contrário do que aconteceu noutras urbes coloniais, os escravos "dominavam" o espaço público e estabeleciam a cultura da cidade. É muito curioso que, quando se deu a revolta de Pernambuco, o assustado rei se tenha dado conta de que era materialmente impossível proibir ajuntamentos de pessoas na rua, especialmente escravos, dada a quantidade deles que cirandava por fora às ordens de todo e qualquer gato pingado - até mesmo de outros escravos, entretanto alforriados. Há um grande choque de usos e costumes com a chegada da comitiva da arquiduquesa Leopoldina da Áustria, que a acompanhou para o casamento com o princípe Pedro. Os austríacos, habituados a uma vida social que já tinha sido influenciada pelo nascente espírito científico e pelas "luzes", ficaram boquiabertos com uma corte que ainda "vivia" na Idade Média, com os subditos a presenciarem, de pé (ou de joelhos, nos caso dos mais débeis) às longas refeições reais. Os austríacos levaram para o Brasil uma missão científica que aproveitou para estudar e recolher especimenes tropicais. Compare-se com a atitude lusa: um enviado de Lisboa passou anos a recolher animais, plantas e minerais, no Amazonas; quando perguntava (para Lisboa) se já se podia ir imbora, respondiam-lhe que não, que o que enviara ainda era insuficiente... Mais tarde descobriu-se que os preciosos caixotes que mandou para Lisboa nem sequer tinham sido abertos! Alguns acabaram mesmo por ser saqueados pelos franceses numa das invasões. |
A Península Ibérica como "região da Europa" é um conceito que provoca calafrios a muitos portugueses, que começam a pensar que tantos séculos de guerras afinal não valeram para nada. Porém, não parece haver motivo para alarme. Se tudo correr bem, nenhum dos países dominará ou será dominado pelo outro, antes emergirá uma nova realidade social e política, de que ambas as originalidades ibéricas srão os ilustres antepassados. Claro que nós, tendo nascido e formado a nossa personalidade a cantar o hino anti-inglês e a glorificar Aljubarrota (que para cá trouxe os ingleses...) teremos muita dificuldade em aceitar uma tal coisa. Mas quando o oceano começar a engolir as nossas magníficas cidades ribeirinhas, estas preocupações deixarão de fazer sentido. Porém, se as coisas correrem mal, e o projecto europeu começar a andar para trás, poderemos retomar os nossos hábitos nacionalistas e até talvez a diversidade tribal que existiu antes desta coisa tão romântica que são os países, com os seus garbosos exércitos e esforçados clubes de futebol. |
É curioso como uma pessoa tão fortemente ligada aos estratos superiores da sociedade do Estado Novo tenha "passado ao lado" (como ela própria reconhece) de importantes factos da vida política e social do Portugal daquela época. Única e significativa excepção: a presença chocante da pobreza/miséria e a apatia com que todos (ricos e pobres) a encaravam - uma descoberta feita pela autora sem a ajuda de ninguém, nem de nenhuma ideologia. A parte dos relacionamentos amorosos não me pareceu muito interessante, ao contrário da deriva intelectual da bela Mena, nomeadamente a sua aproximação aos autores marxistas, capítulo em que o livro se mostra muito revelador dos mecanismos que levavam a juventude mais culta a aproximar-se dum marxismo extremista. Entre a coisas mais divertidas do livro está a descrição de um patético meeting de intelectuais oposicionistas portugueses, em 1973, em Paris (página 304). Entretanto aqui ficam algumas citações, bastante justas, sobre a escola de Economia da época: o ISCEF. «Na Páscoa de 1960, decidi ir até ao ISCEF, onde descobri que a licenciatura em Economia - à qual a área disciplinar por mim escolhida dava acesso - possuía cadeiras com nomes tão horrendos quanto Contabilidade, Estatística e Finanças. O casarão da Rua do Quelhas, o antigo convento das Inglesinhas, ainda parecia habitado pelos fantasmas das freiras que ali tinham vivido. Na secretaria, onde me dirigi para obter as informações sobre o curriculum, vegetavam três múmias. Não vi um único aluno. O local era tão execrável que, pensei, jamais um ser humano poderia, de sua livre vontade, frequentá-lo. O meu pai, que por lá se licenciara, confirmou a impressão. Fiquei sem saber o que fazer. Não me apetecendo um interlúdio doméstico, o ensino superior era a minha única hipótese. Mas, sabia-o agora, o ISCEF não me servia.» [pag. 126] «Em 1973, por a instituição ter passado a ser dominada por um grupo de esquerdistas, o Ministro da Educação desistira de reformar o ISCEF - Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras -, tendo criado o ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa -, onde, além de uma licenciatura em Economia, inaugurara outra, em "Ciências do Trabalho e da Empresa" (eufemismo utilizado para designar a Sociologia). O subdirector da nova escola, o Prof. Sedas Nunes, que soubera da minha existência através do Vasco [Pulido Valente], convidou-me para sua assistente. [...] A cadeira que me foi atribuída chamava-se "Demografia, Povoamento e Recursos Hmanos", outro eufemismo para significar, desta vez, Introdução à Sociologia» [pag. 311/2]Não compreendo porque é que este livro despertou tanta animosidade na blogosfera. O Grande Loja diz que "É uma obra amoral e egocêntrica que retrata um percurso errático, desde um berço dourado, até à idade adulta, de uma menina 'bem', que estava 'predestinada' a estar no topo, 'à sua maneira'." Estou mais de acordo com o Desesperada Esperança: "Há, no livro, um aspecto histórico que, embora secundário, embora servindo apenas como pano de fundo, não deixa de ser interessante. Há, no relato da sua infância e da adolescência, uma caracterização do catolicismo do período, bem como [...] da vida familiar das classes altas lisboetas dos meados do século XX. [...] E em último lugar, está, em Bilhete de Identidade, um retrato da intelectualidade esquerdista de finais dos anos 60/princípios de anos 70, fruto do convívio com gente como António Pedro Vasconcelos, João César Monteiro e Vasco Pulido Valente." |
| O Público chama a atenção para o facto de o PIB per capita português ter acentuado a divergência com a média europeia e o Insurgente diz que sentiu "alguma vergonha" com a leitura da notícia. Tratam-se dos últimos dados divulgados pelo Eurostat. Nós por cá, como seria de esperar, continuamos com generosas "pontes" a propósito das festas de fim de ano, tanto nos privados como na administração pública: sexta-sábado-domingo-e-segunda sem trabalhar, em dois fim-de-semana consecutivos. Não há dúvida de que estamos na época da "tolerância". Na Autoeuropa, entretanto, os trabalhadores resolveram dar uma lição aos alemães. Espero que saibam o que estão a fazer: segundo um dos trabalhadores citado pelo Público, "Estão a fazer chantagem connosco, ameaçando fechar a empresa, mas estamos convictos de que o investimento aqui feito não é para dois dias". |
| "I want my money back", disse ela, a senhora Margaret Thatcher, em 1984, dando origem ao famigerado cheque britânico, uma isenção fiscal concedida aos britânicos, (mal) disfarçada sob a forma de uma reposição de verbas pagas. Blair volta a gritar pelo mesmo, mas lá teremos de citar de novo o velho Marx: se da primeira vez sabia a tragédia, agora sabe a farsa. Os britânicos, no entanto, possuem um argumento importante: o "cheque" da PAC entrou em descrédito e está sob o fogo das críticas da OMC, e por isso dizem os "bifes": se a França quer um cheque, nós também queremos. Durão Barroso, que gostaria de ser o Delors da nova Europa, tem motivos para estar aborrecido (Delors conseguiu a certa altura duplicar os fundos estruturais). "I want my money back", disse a senhora Thatcher. "Quero o meu dinheiro de volta", cantou o Jorge Palma. Uma vez ouvi o Jorge Palma, num concerto na Aula Magna, responder a um tipo da plateia que gritava o nome daquela canção: "Tens que ir para a bicha". É isso mesmo que deveria ser dito aos ingleses: "Querem o cheque? Vão para a bicha!" |
Ouvi hoje de manhã, na rádio, o ministro Mário Lino fazer umas contas sobre as SCUTs que me deixaram um pouco baralhado. Falava o ministro sobre os valores apurados pelo Tribunal de Contas sobre os custos das SCUTs para o Estado [17 mil milhões de euros] e disse mais ou menos o seguinte: isso são valores correntes, porque se forem actualizados a 2005 o valor será metade.Metade? Mas não se trata de valores acumulados ao longo dos últimos anos? Nesse caso, e dada a ocorrência de inflação, o valor actualizado a 2005 terá de ser necessariamente maior. A fazer contas desta maneira, não é de espantar a irracionalidade que transpira das decisões governamentais relativas aos grandes investimentos públicos. |
Enquanto considera que ainda pode haver alguma esperança quanto a um acordo relativo ao aquecimento global - optimismo que aparece espelhado na sua capa ("Dont't dispair") - a Economist está bem menos esperançada quanto à cimeira da Organização Mundial do Comércio:«Muito antes de qualquer ministro colocar os pés em Hong Kong, já se tornou claro que o encontro da OMC falhará depressivamente os seus objectivos. Oficialmente a reunião pretende obter um consenso sobre os contornos gerais de um acordo para liberalizar o comércio de produtos agrícolas, tarifas industriais e serviços. Mas particularmente devido à intransigência da Europa em baixar as tarífas agrícolas, tal não acontecerá. Os ministros poderão anunciar modestos progressos (tais como uma vaga promessa de acelerar a eliminação de subsídios ao algodão) mas os objectivos de um acordo Doha serão adiados mais uma vez.»Também na Economist: "Europe's farm follies" |
![]() Reconhecemos visualmente as coisas - caras ou palavras - no seu conjunto ou pelas partes? Denis Pelli da New York University e Bart Farell da Syracuse University responderam a esta questão num artigo publicado na revista Nature, "The Remarkable Inefficiency of Word Recognition". Usando o exemplo de letras e palavras, os investigadores mostraram que lemos através da detecção de coisas simples, letra a letra e não palavra a palavra. Isto torna o reconhecimento das palavras muito ineficiente. Veja-se a imagem de cima: ambas as citações apresentam o mesmo contraste total de energia. Na primeira, a energia é dividida igualmente em todas as palavras, tornando todas as letras identificáveis igual e independentemente. Na segunda citação a energia é dividida igualmente por todas as palavras, independentemente do seu comprimento. Em princípio, para um dado nível de ruído, a detectabilidade de um padrão conhecido depende apenas da sua energia, portanto palavras de igual energia deveriam ser igualmente visíveis, mas na realidade as palavras mais pequenas sobressaiem e as mais longas desaparecem. Isto mostra que os leitores humanos não podem integrar eficientemente a energia ao longo de toda uma palavra. Em vez disso, a palavra é identificável apenas quando as suas letras forem independentemente identificáveis. As frases citadas são: "In the beginning was the Word" … "And the light shineth in darkness". Artigo da NYU Press Releases. |
Resumo em português do "Relatório do Desenvolvimento Humano" de 2005 (pdf). |
![]() Randy Bass Ficheiro mp3 - 23:34 min. - 5.Maio.2005 Randy Bass, professor da Universidade de Georgetown, fala sobre novos modelos de aprendizagem. Covering the Chaos - página de Randy Bass url http://141.161.44.24/qtmedia/MP3/NewDesignsinLearning.mp3 |

| Ets filla del vent sec i d'una eixuta terra. D'una terra que mai no has pogut oblidar malgrat el llarg camí que et van fer caminar els teus germans de sang, els teus germans de llengua, i encara vols morir escoltant mallerengues coberta per la pols d'aquella pobra terra. |
| «Quis apenas fazer uma homenagem a minha mãe, à tragédia de uma mulher que vive toda a sua vida a caminhar, e que passa toda a sua vida a olhar para trás... nasce numa vila de Aragão, em Belchite; o noivo morre-lhe antes da boda; sai da terra para trabalhar em Barcelona; rebenta a guerra; fuzilam o seu pai e a sua mãe; trinta familiares são executados, assassinados na vila; durante a guerra dedica-se a recolher crianças e a viajar com elas por toda a Espanha, duma ponta à outra; regressa a Barcelona, casa-se com o meu pai, vive a tragédia dos anos do pós-guerra, a escassez, o medo, a perseguição... o meu pai tinha saído de um campo de concentração, e tem enfim um filho, no qual coloca absolutamente todas as suas esperanças, esperando superar com ele toda uma vida de tragédias e de decepções... Para ela, acontece que o filho é um bom estudante, mas que procura complicações com o franquismo... Com essa canção, Cançó de bressol, dei um beijo a essa mulher que, apesar de tudo o que tinha acontecido, continuava a sonhar com a sua terra natal. Acaso não fazemos outra coisa senão sonhar com a infância, que deve ser o único tempo feliz da nossa vida?...» «O olhar de Serrat remonta à sua infância, aos primeiros meses de vida, com a sua mãe alimentando-o ao peito e cantando-lhe uma canção de embalar ["Por la mañana rocío, al mediodía calor."] Serrat articula imagens de grande força visual, captando a geografia materna. A boca presa ao peito da mãe, o avô morto no fundo de um barranco, o cemitério, a ermida, a Virgem no alto, toda aquela paisagem percorrida pela recordação amarga da guerra civil surge de golpe nesta exemplar canção.» |
| Documento disponibilizado pelo Banco de Portugal: "The Effects of a Government Expenditure Schock", da autoria de Bernardino Adão e José Brandão de Brito |
| No primeiro trimestre de 2005, 42,5% dos agregados domésticos portugueses possuíam computador e 31,5% tinham acesso à Internet a partir de casa; 39,6% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos utilizaram computador e 32% acederam à Internet no mesmo período - resultados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Famílias, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com a colaboração da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC). Dados relativos a 2004 indicavam que a percentagem de agregados domésticos portugueses com acesso à Internet era de 26%, uma das mais baixas taxas da União Europeia: ![]() |

Paul Krugman anda apreensivo com o facto da expansão económica dos EUA não estar a alegrar os americanos. É verdade que os processos de recuperação económica não se reflectem imediatamente nos rendimentos de muita gente, mas Krugman acha que este mistério está a demorar mais do que seria normal:«Os americanos não se sentem felizes com a recuperação económica porque esta ainda não os beneficiou. Esqueçam os números do PNB: muitas pessoas estão a ficar para trás. Mas não é facil explicar porquê. O desencontro entre o crescimento do PNB e a sorte económica de muitas famílias americanas não pode ser ignorado como uma vulgar ocorrência. Os salários e os rendimentos das famílias médias ficam frequentemente atrás dos lucros, nos estágios iniciais de uma expansão económica, mas não tão longe nem durante tanto tempo como agora. Nem é fácil atribuir mais do que uma pequena parcela de culpa às políticas da administração Bush. Neste ponto, a tristeza da expansão económica para muitos americanos é um mistério.Artigo no NY Times (só para assinantes), referido pelo Economist's View. |
| "Declaração de Lisboa" é a designação do documento aprovado pelo "Parlamento Cultural Europeu", uma organização informal criada em 2001 por intelectuais, que esteve reunida nos últimos três dias na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sob o lema "Como pode a cultura europeia promover a coesão europeia?". O documento ontem aprovado classifica a cultura como "força motriz" para a criação de uma "sociedade progressista, aberta e inclusiva", além de poder constituir um "valor acrescentado à economia", e afirma que "as pessoas da cultura e das artes são um forte recurso humano para tornar a Europa na mais competitiva e dinâmica economia dirigida ao conhecimento em 2010". As conclusões, no entanto, foram consideradas insuficientes por alguns dos participantes: "Não podemos apenas continuar a repetir ideias filosóficas. Temos de ser mais específicos para o futuro". O Parlamento Cultural Europeu (European Cultural Foundation) foi fundado em 2002 tendo a sua primeira sessão decorrido em Bruges, na Bélgica. Seguiram-se sessões na Áustria (Graz, 2003) e em Itália (Génova, 2004). No início do corrente ano o PEE divulgou o relatório: "Europe as a Cultural Project". Jorge Sampaio na sessão de abertura (Rádio Renascença) |
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