quarta-feira, novembro 30, 2005

Desenrascanço


Desenrascanço ou "Management Improvisation" ?

"Management Improvisation" é um paper de Manuel Pina e Cunha, professor da Universidade Nova de Lisboa. O autor define "Management Improvisation" deste modo: «concepção da acção à medida que ela se desenvolve num contexto organizacional, utilizando os recursos materiais, cognitivos, afectivos e sociais disponíveis. É uma prática individual que ocorre à luz de circunstâncias concretas. As pessoas improvisam para resolver problemas práticos que emergem em resultado de circunstâncias específicas e não planeadas. Neste sentido, a improvisação não pode ser gerida nem controlada.» [1]

Dito assim até parece um sinónimo de "desenrascanço", conceito que o Free Dictionary e a Wikipédia definem como «palavra portuguesa usada em Portugal para exprimir a capacidade para resolver um problema sem as ferramentas ou técnicas adequadas, e pelo recurso à imaginação em face de novas situações [...] o oposto de planear: é tratar de conseguir que um qualquer problema não fique fora de controlo e sem solução.» [2]

Quem sabe: pode ser que ainda passemos à história como os campeões desta modalidade de gestão, que parece estar a adquirir dignidade académica - a revista Organizational Science dedicou-lhe uma edição em 1998. Na citada entrada do Free Dictionary conta-se a lenda de que «nos séculos XVI e XVII era muito comum que outros países exploradores, tais como a Holanda, levassem portugueses a bordo nas viagens marítimas, porque os portugueses eram alegadamente os mais capacitados e conhecedores em lidar com emergências inesperadas, quando o controlo do navio lhes era confiado.»

Confiança, portugueses! Não deve vir longe o dia em que a gestão mundial das empresas nos seja confiada. Preparemo-nos, pois, da melhor maneira que conhecemos : não nos preparando!


[1] - "conception of action as it unfolds in an organizational context, drawing on the available material, cognitive, afective and social resources. It is an individual practice which takes place in light of concrete circumstances. People improvise to solve practical problems which emerge as a result of specific and unplanned circunstances. In this sense, improvisation can be neither managed nor controled."
[2] - «a Portuguese word used in common language in Portugal to express an ability to solve a problem without the adequate tools or proper technique to do so and by use of sometimes imaginative resourcefulness when facing new situations [...] the opposite of planning: it's managing that any problem does not get completely out of hand and beyond solution.»

Presunção e subtileza

A intervenção de Portugal - pela voz do ministro Mariano Gago - na Cimeira Mundial da Sociedade da Informação, que teve lugar recentemente em Tunes, encontra-se aqui. Recordemos os temas "quentes" da Cimeira: a criação de oportunidades para os países mais pobres (objectivo da ONU) e o controlo da Internet (preocupação dos países ricos). Pois leiam o que foi dizer o nosso ministro a Tunes: que Portugal foi o "primeiro país de comunicação global", que foi um dos primeiros da Europa a ligar todas as escolas à Internet, que o acesso gratuito à Internet é garantido em centenas de espaços públicos, que os computadores para estudantes vão ser pagos em 50% pelo Estado, etç. Quanto ao tema propriamente dito da Conferência, vale a pena ler a única referência que lhe é feita:
«Quando nos empenhamos no reforço da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, sabemos o papel insubstituível das línguas naturais no acesso de toda a sociedade ao conhecimento e reconhecemos a importância da consolidação de comunidades linguísticas na ligação em rede de todos e na diversidade cultural que a permite e exige.»
Perceberam? Nós também não.

terça-feira, novembro 29, 2005

Esquizofrenia


Setúbal: sucesso ou fracasso?

O estudo coordenado por Augusto Mateus, referido no post de baixo, trouxe-me à memória outros estudos realizados pela empresa daquele economista, em 1993. Um deles fora encomendado pela Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setúbal (OID) para avaliar o impacto dos investimentos daquele programa. Após a crise dos anos 80, o governo de Cavaco Silva aceitara aplicar a Setúbal um modelo descentralizado, sugerido pela Comissão Europeia para ultrapassar a falta de articulação estratégica entre os diferentes fundos (FEDER, FSE, FEOGA, etç): uma "operação integrada", que durou entre 1989 e 1993. Já na recta final a OID encomendou o citado estudo, cujas conclusões foram muito simpáticas: "Setúbal pode orgulhar-se de uma nova dinâmica empresarial. O tecido da região é formado por empresas de pequena dimensão, vocacionadas para novos sectores de actividade, mas também dominado por meia dezena de grandes projectos de capital estrangeiro" - lia-se no jornal Público de 10 de Novembro de 1993, dia em que seria feita a apresentação pública do referido estudo - ver fac-simile da notícia.

Mas o mesmo jornal, na mesma página, apresentava um outro estudo, baseado em 32 empresas de Setúbal, que era bem menos simpático para a região: "Os trabalhadores portugueses têm em média, o nível de formação técnica mais baixo da Europa, sendo a Península de Setúbal um dos exemplos mais marcantes da falta de formação profissional adequada." Este estudo tinha sido encomendado pela central sindical CGTP e tinha sido realizado, imaginem, por... Augusto Mateus! O jornal cita inclusivamente uma frase deste economista: "os empresários portugueses continuam avessos ao risco e contagiam os seus trabalhadores, gerando-se uma cadeia que dificulta os índices de produtividade". Lado a lado, na mesma página de jornal, duas imagens aparentemente contraditórias sobre a economia da mesma região.

Não deve escapar a um observador atento que, tendo o primeiro estudo sido encomendado pela OID, entidade que gerira a aplicação dos fundos, lhe interessava que o retrato fosse "positivo". E à CGTP, logicamente, interessava que o diagnóstico salientasse as deficiências patronais na "formação" dos trabalhadores. Atente-se na frase de Augusto Mateus: são os empresários que "contagiam" os trabalhadores com o seu mau exemplo - how convenient...

É claro que se pode dizer - e com fundamento - que os estudos não são comparáveis com esta simplicidade, porque abordam realidades económicas diferentes, embora incidindo sobre a mesma região. Por outro lado, o jornal não reproduz exactamente os estudos, mas sim a "papinha feita" preparada, quer pela OID quer pela CGTP, para os apressados jornalistas que rapidamente elaboram as notícias com base nos "resumos" que lhes são facultados, por escrito ou oralmente, nas conferências de imprensa.

Ainda assim, não deixa de ficar no ar uma certa suspeita de que este tipo de estudos, ainda que factualmente bem elaborados, têm apenas as conclusões e consequências que interessam aos seus "donos" - os que por eles pagaram. O modo como os próprios temas a analisar são previamente definidos, e a divulgação que lhes é dada, condicionam a "mensagem" à medida dos interesses dos mandantes - veja-se o caso do aeroporto da Ota. As empresas que realizam estes estudos respondem a encomendas, talvez não se lhes possa exigir muito mais - mas falta aqui alguma capacidade crítica, nomeadamente dos meios de comunicação, que deveriam saber interpretar estes estudos para além dos "press releases". Este é um problema que toma crescente acuidade à medida que se intensifica o número de estudos que são divulgados.

A página 43 da edição do jornal Público de 10 de Novembro de 1993 fica assim recordada como mais um exemplo da esquizofrenia nacional.

Dividir o bolo antes ou depois?


    Curva de Kuznets

O jornal Público de hoje inclui um dossiê sobre o estudo "Competitividade Territorial e a Coesão Económica e Social", realizado por uma equipa dirigida pelo economista Augusto Mateus, onde se conclui que os fundos comunitários ajudaram a aumentar a coesão de Portugal mas falharam na competitividade. Esta ideia faz recordar a hipótese de Kuznets de que o desenvolvimento faz-se inicialmente à custa do aumento das desigualdades sociais, e que a coesão só surge depois de consolidado o desenvolvimento: hipótese que ficou conhecida como a "curva em U invertido de Kuznets". Esta possibilidade lançou um debate - hoje aparentemente esquecido - nas hostes da Economia do Desenvolvimento sobre se devia "dividir o bolo" antes do desenvolvimento ou depois do desenvolvimento. A ideia é de que o resultado não seria indiferente à escolha: querer "dividir o bolo" (= atenuar as desigualdades sociais) antes do desenvolvimento poderia comprometer o próprio desenvolvimento, pois seriam afectados recursos para fins não reprodutivos, embora contribuissem para melhorar o nível de vida das pessoas.

Aparentemente esta questão coloca-se com muita acuidade em Portugal: muitos dos investimentos realizados pelo país, particularmente impulsionados pelas ajudas comunitárias, melhoraram o nível de vida dos portugueses mas não impulsionaram a economia no sentido de uma maior produtividade/competitividade. Admito mesmo a hipótese de que o "dinheiro fácil" e as obras ganhas sem grande esforço serviram para "amolecer" as empresas no que diz respeito à competitividade, acentuando ainda mais a atitude "rent seeking".


Notas:
(a) Sobre a "curva de Kuznetz" leia-se o texto "Kuznets’s Inverted U-Curve Hypothesis" (pdf)
(b) a "curva de Kuznets" é actualmente muito referida mas numa outra variante, a "curva ambiental de Kuznets" ou "curva ambiental em U invertido": os impactos ambientais negativos (poluição, etç) aumentariam numa fase inicial do desenvolvimento e só diminuiriam numa fase posterior - ver imagem, retirada daqui.

A miragem do ouro

«As referências persistentes à venda do ouro do Banco de Portugal, não só para a redução do défice orçamental, mas principalmente para a constituição de um fundo que seria o impulsionador da retoma do nosso crescimento económico, revelam um desconhecimento profundo da problemática do ouro e criam expectativas salvíficas a que somos propensos, mas que no caso em apreço só podem conduzir a mais uma desilusão.

A miragem assenta num duplo equívoco: a receita total da venda do ouro reverter para o tesouro e a possibilidade de vender a curto prazo, diga-se três ou quatro anos, a totalidade do ouro do Banco de Portugal [...]»

Manuel Jacinto Nunes
em "carta ao Director" do jornal Público

Modernices

As Estatísticas Demográficas, do INE, revelam que a população residente em Portugal no final de 2004 andaria pelos 10 milhões e meio de indivíduos. Relativamente a 2003, diminuiram os nascimentos (2,9%) os falecimentos (6,2%), os casamentos e a mortalidade infantil, que atingiu o valor mais baixo de sempre: 3,8‰A população estrangeira aumentou 6% em relação ao ano anterior. Aumentou também o número de divórcios.

Peter Drucker

«Há 30 anos quando estudei vagamente Economia no Quelhas no então ISCEF, em Lisboa, Peter Drucker não era sequer uma nota de pé de página, que eu me recorde. A Academia ignorou-o durante muito tempo, apesar de ele ter sido um dos primeiros "professores de gestão" (tal qual, assim designados) na Universidade de Nova Iorque nos anos 50... já não falando no "pequeno" acidente histórico de ter sido ele o fundador da doutrina do management. [...] Descobri-o, por puro acaso, ao ler a revista Fortune e fiquei deliciado com a sua visão do "empreendedor", com o papel histórico dessa gente, que ele fora beber a Schumpeter, uma "lenda" da Economia que ele conhecia desde Viena de Áustria, a sua terra natal. Devorei, então, o livro Inovação e Gestão (no original inglês "Inovação e Empreendedorismo") que havia sido traduzido pela Presença naquele ano de 1986. Nunca mais deixei de andar à caça destes "actores" (como começou a ser chique dizer-se) económicos. Drucker tinha-me pegado o vírus do management, mas pelo lado mais encantador - o da história.»

Jorge Nascimento Rodrigues - "Uma dívida pessoal"


Jorge Nascimento Rodrigues é o editor da Janela na Web, uma notável página sobre Economia e Gestão que está a comemorar o 10º aniversãrio, e que consistentemente tem divulgado as ideias e salientado a importância de Peter Drucker.

Outros textos da Janela na Web sobre Drucker:
| O filme do management | Quando o management largou o bibe | A mudança não se gere | A primeira biografia de Drucker |

segunda-feira, novembro 28, 2005

Gestão de expectativas

«Nós [BPI Gestão de Activos] em geral não perdemos muito tempo a prever o que vai acontecer no futuro. Não é uma boa utilização do tempo. Nos últimos dois anos quase toda a gente tem previsto que as taxas de juro vão subir e, apesar disso, elas têm descido. Em relação ao dólar todas achavam que ia cair. Mas, no princípio do ano, o euro valis 1,36 dólares e agora está a 1,17 dólares. Uma coisa com que nós perdemos tempo é a ver aquilo que toda a gente está a prever. Se toda a gente previr que vai haver um engarrafamento nas Amoreiras às seis da tarde é possível que haja pessoas que escolham outro caminho alternativo e já não haja esse engarrafamento. O facto de uma coisa ser prevista faz com que ela provavelmente não venha a acontecer.»

Francisco Magalhães Carneiro
Revista DiaD, jornal Público

Gary Becker  Richard Posner

   The Becker-Posner Blog  
Ficheiro mp3 - 19:22 min. - Julho.2005
Gary Becker e Richard Posner falam sobre o seu blogue onde, semanalmente, comentam um assunto de actualidade, dialogando entre si sobre as respectivas opiniões. A propósito: o tema desta semana é a potencial pandemia da gripe das aves.
«Eu escrevi uma coluna semanal na Business Week durante quase 20 anos e eu sinto que a qualidade dos comentários que obtemos aqui são consideravelmente de maior qualidade do que aqueles que eu tinha na Business Week. Ali geralmente recebia comentários zangados, a maior parte das vezes negativos, algumas vezes a insultar. No blogue não obtemos muito disso. Em geral [os comentadores] insultam-se uns aos outros, há muita discussão entre eles, são menos polidos entre eles do que são para connosco. Mas concordo [com Posner] em que os comentários são de alta qualidade.»

Gary Becker

url:
http://www.acidplanet.com/mediaserver/casts/0003000/ap-20050728-171.mp3

Défices ocultos

«Engenharias, línguas e agronomia são áreas em que muitos cursos de Ensino Superior estão em risco de fechar portas. E isto porque, este ano lectivo, 213 cursos viram ingressar menos de 10 alunos no primeiro ano. As instituições de ensino mais penalizadas são as do interior do país, que já começaram a despedir professores contratados.»

Jornal de Notícias


"Como se fazem terroristas
Tropas dos EUA disparam por engano sobre
um veículo, matando família e duas crianças."
Desenho de Jeff Danziger - Slate [clique]

domingo, novembro 27, 2005

Terra Sã

«O Plano Nacional de Agricultura Biológica, apresentado em Maio de 2004 pelo ministro Sevinate Pinto, está parado. No entanto, o número de operadores não pára de crescer em Portugal, referência que também se pode avaliar pela dimensão da feira Terra Sã, que hoje termina, em Lisboa, e na qual participa um número recorde de expositores (150). Três meses após de ter sido divulgado, o Plano passou para as mãos do ministro Costa Neves, que manifestou a intenção de o reformular. Está agora com Jaime Silva que ainda não se pronunciou sobre o assunto.»

In Jornal de Notícias

Políticas de Estado

«Em Espanha existem políticas de Estado. Não dependem de partidos nem de ministros. Em Portugal é preciso políticas de Estado, não [políticas] de ministros. O governo tem que fazer o que os empresários estão habituados: correr riscos e ganhar.»

António Nogueira Leite no
V Congresso dos Empresários do Centro
citado pelo jornal Público

sexta-feira, novembro 25, 2005

Viagens de uma T-shirt

The Travels of a T-Shirt in the Global Economy

   Viagens de uma T-shirt: entrevista com Pietra Rivoli  
Ficheiro mp3 - 27:43 min. - 28.Maio.2005
Pietra Rivoli, fala sobre o seu livro,
"The Travels of a T-Shirt in the Global Economy".

Pietra Rivoli é professora associada na Universidade de Georgetown, tendo-se especializado em comércio internacional, finanças e temas sociais nos negócios. Rivoli ficou curiosa acerca da vida de uma humilde T-shirt quando, numa acção de protesto contra a OMC, em 1999, ouviu uma estudante a perguntar aos protestantes se sabiam de onde é que vinham as suas T-shirts. Rivoli não sabia, e desconfiava que a estudante que falava acerca do trabalhador "sem nome e sem cara" que a tinha fabricado e sobre as condições de vida e de trabalho dessa pessoa, também não sabia. Iniciou então uma viagem à procura das origens das humildes T-shirts, que a levou à China. O livro de Rivoli pretende ser acerca da globalização, não a favor ou contra, embora as questões económicas, políticas e morais sejam incontornáveis

O livro foi um dos 6 finalistas do prémio de melhor livro de negócios de 2005, atribuído pelo Financial Times e pela Goldman Sachs, cujo vencedor foi "The World is Flat" de Thomas Friedman.
Leia um excerto do livro de Pietra Rivoli aqui.
url:
http://141.161.44.24:80/qtmedia/MP3/T-shirtWorldTrade.mp3

Darwinismo empresarial

«Porque é a Toyota a companhia automóvel de maior sucesso? Será o resultado de "Intelligent Design" (ID) ou da Evolução?

«Um pouco das duas coisas, mas foram as inexoráveis forças da evolução, num ambiente de constrangimentos, que transformaram o intelligent design num dos requisitos para a sobrevivência. O imperativo evolucionista é sempre: "adaptar ou morrer".

«As pressões ambientais que a Toyota sempre teve de enfrentar nos EUA são um factor de produção que apenas as empresas nacionais podem comprar, ou seja: os políticos americanos.

«Enquanto as empresas nacionais e os seus sindicatos conseguiam obter rígidas barreiras alfandegárias e regulamentação protectora, a Toyota viu-se forçada a competir em termos de qualidade e focando-se no consumidor.

«A longo prazo, o proteccionismo dos EUA revelar-se-á provavelmente a melhor coisa que aconteceu à Toyota e, ao mesmo tempo, o factor primário a atirar a General Motors e o sindicato United Auto Workers para o caixote do lixo da história.»

in Catallarchy

Conjuntura

"Síntese Económica de Conjuntura" do INE, relativa ao terceiro trimestre de 2005.
«Durante o terceiro trimestre verificaram-se alguns sinais de recuperação da actividade, embora sem reflexos no andamento dos indicadores de clima e de actividade. Tais sinais concentraram-se em alguns subsectores da indústria transformadora e dos serviços. Por outro lado, registaram-se evoluções desfavoráveis, já esperadas, no comércio, devido ao impacto da antecipação para Junho de compras de bens duradouros. Outro elemento relevante foi a aparente recuperação das exportações, o que em combinação com a moderação das importações torna verosímil uma contribuição positiva da procura externa líquida para o crescimento da economia. No mercado de trabalho verificou-se um ténue crescimento do emprego, insuficiente para absorver o aumento da população activa, pelo que a taxa de desemprego aumentou, atingindo um valor máximo. Em todo o caso, as ofertas de emprego têm revelado uma tendência de aumento, enquanto os pedidos de emprego por parte de desempregados nos Centros de Emprego têm diminuído.»

quinta-feira, novembro 24, 2005

Isabel de Castro 1931-2005

  Isabel de castro- foto de  www.nuestrocine.com

Isabel de Castro estreou-se aos 14 anos no filme "Ladrão Precisa-se" e em três peças portuguesas no Teatro Estúdio do Salitre. Diplomada pelo Conservatório Nacional, partiu para Espanha onde, durante seis anos, foi uma presença regular no cinema tendo trabalhado com alguns dos mais destacados nomes do cinema espanhol de então como Rovira Belleta, Fernando Fernán Gómez, Franciso Rabal, López Vasques, Ana Mariscal e Conchita Velasco. Regressou depois a Portugal onde se dedica ao teatro e ao cinema, tendo sido uma presença constante em filmes de realizadores como Perdigão Queiroga, Henrique de Campos, João Botelho, Alberto Seixas Santos, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo, Paulo Rocha, Pedro Costa, Manuel Mozos, António de Macedo, Manoel de Oliveira, entre outros.

Filmografia em Portugal
 A Dupla Viagem 2002
 Henrique  2001 
 O Fato 2000
 Amo-te, Teresa 2000
 Quando Troveja 1999
 O Anjo da Guarda 1999
 Ilhéu de Contenda 1999
 Glória 1999
 A Sombra de Cain 1999
 Uma Voz na Noite 1998
 Tráfico 1998
 Jerónimo 1998
 Desvio 1996
 A Testemunha 1998
 Viagem ao Princípio do Mundo 1997
 Casa de Lava 1995
 Três Palmeiras 1994
 Vale Abraão 1993
 O Miradouro da Lua 1993
 Chá Forte Com Limão 1993
 Aqui Na Terra 1993
 Xavier 1992
 Vertigem 1991
 O Sangue 1991
 A Lição de Inglês 1990
 A Sétima Letra 1989
 Uma Pedra no Bolso 1988
 Três Menos Eu 1988
 Tempos Difíceis 1988
 Mensagem 1988
 O Desejado ou
As Montanhas da Lua
1987
 Um Adeus Português 1985
 Jogo de Mão 1984
 Sem Sombra de Pecado 1983
 Conversa Acabada 1982
 Francisca 1981
 Passagem - Ou a Meio Caminho 1980
 O Rei das Berlengas 1978
 Brandos Costumes 1975
 O Destino Marca a Hora 1970
 Domingo à Tarde 1966
 Fado Corrido 1964
 Sexta-Feira, 13 1962
 As Pupilas do Senhor Reitor 1961
 O Dinheiro dos Pobres 1956
 Heróis do Mar 1949
 Fogo! 1949
 Ladrão, Precisa-se!...


1946


Filmografia em Espanha
 Sombras de una batalla1993
 Jamón! Jamón!1992
 Martes y trece1962
 El golfo que vió una estrella1953
 Hay un camiño a la derecha   1953
 El sistema pelegrín1951
 La danza del corazón1951
 Brigada criminal1950
 ¡Fuego!1949
 Barrio (Vajda)1947

Artistas Unidos

quarta-feira, novembro 23, 2005

Teoria do Consumidor

Ficheiro mpeg - clique ou copie para o leitor virtual:

http://www.nebo.edu/misc/learning_resources/ppt/sounds/nosmoking.mpg

segunda-feira, novembro 21, 2005

Golos na própria baliza

O Banco de Portugal publicou os Indicadores de Conjuntura, com dados de Outubro, onde se salienta o abrandamento do consumo privado - eventualmente devido à antecipação da aquisição de veículos imediatamente antes do aumento do IVA.

Também no 3º trimestre de 2005 a indústria transformadora registou uma diminuição de 1,1 % - ainda assim inferior à diminuição registada nos trimestres anteriores.

Outros indicadores de Outubro já conhecidos são a taxa de inflação homóloga (2,7 %) e a taxa de desemprego (7,7 % no 3º trimestre). O défice da BTC agravou-se em 2 325 milhões de €. O relatório indica ainda a previsão da Comissão Europeia de um défice público de 6 %.

As previsões da Comissão Europeia de crescimento do PIB para a área do euro são as seguintes:

  Produto interno bruto 
Novembro 2005
(variação percentual)
  2005    2006    2007  
 Área do Euro1,31,92,1
   Alemanha0,81,21,6
   França1,51,82,3
   Itália0,21,51,4
   Espanha3,43,23,0
   Países Baixos       0,52,02,4
   Bélgica1,42,12,0
   Áustria1,71,92,2
   Portugal0,40,81,2
   Grécia3,53,43,4
   Finlândia1,93,53,1
   Irlanda4,44,85,0
 Fonte: Comissão Europeia - via Banco de Portugal

A confirmarem-se estas previsões,  o crescimento português será sensivelmente metade da média dos países do €, será o mais baixo de todos esses países, e ficará bastante abaixo da Irlanda e da Grécia - bastante mais abaixo do que aconteceu no outro Euro, que tanto emocionou os portugueses. Será que também se irão emocionar com estes "golos" na própria baliza?

Integração Europeia

"Gás é 37% mais barato em Espanha"
«Os consumidores portugueses pagam, em média, mais 37% do que os seus congéneres espanhóis por cada quilograma de gás butano de botija. No gás propano, utilizado pela indústria, os preços por quilograma engarrafado são quase 50% mais caros em Portugal do que no vizinho ibérico.»

Diário de Notícias