Já aqui escrevi que o ministro das Finanças parece um erro de casting. Não se trata de má vontade contra o professor ou menorização das suas capacidades como economista. Ser economista é uma coisa, ser político é outra: além de se perceber do assunto, tem de se ter capacidades de liderança, diálogo, autoridade (sei que isto é um tanto vago, mas não consigo explicar melhor). Creio que é nestas coisas que o senhor derrapa. Vejam a ventania que o Diário de Notícias detectou, a propósito do recente artigo do ministro no jornal Público:
«Dentro do Executivo, o texto de Campos e Cunha, foi visto como uma forma do ministro das Finanças ganhar algum espaço de manobra para a elaboração do Orçamento de Estado (OE) para 2006. "Até agora ele fez o PEC [Plano de Estabilidade e Crescimento] para Bruxelas como quis, fez o Orçamento Rectificativo como quis, ninguém o chateou", afirmou ao DN um governante. "Passados dias, veio o seu amigo Vítor Constâncio dizer que o seu cenário macroeconómico estava desactualizado". Segundo este membro do Governo, Campos e Cunha quis agora, "com alguma ingenuidade", tentar antecipar-se "Foi por isso que escreveu que vai ter de tomar medidas para se ajustar ao novo cenário; ou que, em alternativa, terá de usar a fórmula da Manuela Ferreira Leite - cortar no investimento".»A acusação subjacente é a de que Campos e Cunha procura obter mais espaço de manobra política. Das duas uma: isto ou é verdade, ou é ficção. Em qualquer dos casos, não cai bem.
Quererá o ministro governar "com o povo" (comunicando directamente com ele) contra os lóbis internos do governo? E terá capacidade para travar essa luta? Vejam como gente do governo responde à estocada - não há mesmo bondade por aquelas bandas. Qual será o próximo movimento de Campos e Cunha?
Aguardo também, com igual curiosidade, a reacção do primeiro-ministro.
«Se toda a gente pudesse concordar em que a sua actual realidade é uma realidade, e que aquilo que essencialmente partilhamos é a nossa capacidade para construir uma realidade, então talvez pudessemos todos concordar num meta-acordo para gerar uma realidade que significaria a sobrevivência e dignidade para todos no planeta, em vez de cada grupo reconhecer apenas um modo particular de fazer as coisas.»
«As investigações, a etnografia e a introspecção, fornecem evidência de que os agentes económicos não agem de forma a maximizar o seu interesse próprio, estritamente definido. Expandir o domínio das preferências para incluir a utilidade de terceiros fornece uma via coerente para alargar a teoria das escolhas racionais.
O "Economist" inclui um artigo sobre o "mau tempo" que parece estar a ameaçar as relações entre os produtores de software e os consumidores, a propósito de alguns desenvolvimento dos chips, nomeadamente a tecnologia dual-core: "

Bernard Ebbers, antigo CEO da WorldCom, foi sentenciado a 25 anos de prisão, pela responsabilidade na montagem da maior fraude contabilística da história dos EUA. A sentença, no entanto, foi menor que as previsões, que davam como quase certa a prisão permanente.
Segundo o
Miguel Cadilhe aposta no sector florestal:
Manifesto aqui uma posição muito firme contra o terrorismo, como "modalidade" de prática política. Mas também contra o relativismo daqueles que, embora posicionando-se contra os atentados, condenam a forma mas suavizam a responsabilidade subjacente dos autores e dos seus simpatizantes.
É conhecida a febre portuguesa de bater recordes em coisas fúteis, como foi o recente caso do maior pão com chouriço domundo (1 km !) em que batemos os americanos, detentores do anterior record. É obra!