O ministro das Finanças deu "luz verde" para que o Fisco notifique a Liga, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e os clubes para liquidarem as dívidas fiscais relacionadas com a aplicação, até 2004, do acordo firmado em 1999, conhecido por "totonegócio". A quantia a liquidar deverá rondar entre os 21 e os 35 milhões de euros.
O jornal Público diz que tentou obter um comentário da Liga, mas não obteve resposta. Pudera: deve estar em estado de choque - as dívidas estão, em grande parte, "em nome" da Liga e da própria Federação, não podendo o Estado exigir aos clubes senão uma parte.
A FPF reagiu fazendo-se de ingénua. "Nunca mais fomos informados de nada (...) seria incompreensível que, depois de todo este tempo sem prestar informações sobre o evoluir da situação, o Governo viesse agora notificar os clubes". Não, sonso: o governo vai notificar é a FPF!
O escritor Mário Cláudio é o vencedor do Prémio Pessoa 2004, «pela mestria da língua, a preocupação historiográfica, a tentação biográfica e a extraordinária invenção narrativa».
Rui Rio falou a sério e Pinto da Costa reagiu à bruta. Pois qual dos dois acham que a comunicação destacou ? Claro: o homem que mordeu o cão. E a blogosfera idem.
Sofia Galvão, secretária de Estado, anunciou logo após o Conselho de Ministros de ontem que os jipes passavam a ser beneficiados com uma redução de portagem (passando da classe 2 para a classe 1). Logo de seguida veio o desmentido: Jipes, não - tinha sido lapso. Só monovolumes, mas não todos: apenas "os veículos de classe 2 com altura igual ou superior a 1,1 m e inferior a 1,3 m, desde que tais veículos beneficiem (...) de uma redução de 40 por cento das taxas do Imposto Automóvel". Ou seja: os monovolumes da Auto-Europa.
O inefável Secretário de Estado adjunto do MAI, P.P. Coelho, foi almoçar com os bombeiros, entusiasmou-se e desatou um discurso inflamado, tipo-Primeira-República, onde se declarou "envergonhado" com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
